CDR - Você já ouviu falar nisso?
São os Combustíveis Derivados de Resíduos Sólidos em geral, são uma grande alternativa para o Ano das Energias Renováveis, pois na Europa é que foi desenvolvido este sistema alternativo de produção limpa de combustível a partir de lixo, onde o Brasil acaba de adquirir um exemplar desta gigantesca máquina de beneficiamento de resíduos sólidos para testes no setor privado de produção de matéria prima combustível para geração de calor em fornos industriais e fornalhas de siderúrgicas, metalúrgicas e setor papeleiro ou cerâmico.
O equipamento, foi batizado de "Tiranossauro" por seu tamanho e formato longo, com uma "mandíbula" poderosa que tritura qualquer tipo de resíduo sólido, concreto, sofás inteiros, pneus, entulho e lixo em geral ou restos de árvores e varrição foram testados e já produziram uma montanha de detritos peneirados e triados, que podem virar adubo, material para construção e combustível para fornos!
Só faltam compradores no Brasil para este incrível e revolucionário combustível alternativo, o CDR!!! Deveria haver isenção de impostos para este tipo de iniciativa, poderia haver projetos da Petrobras ampliando estas pesquisas e quem sabe um empresário como os da Votorantim e Aike Batista invistam na produção de um equipamento como este na versão brasileira!
Blog à serviço da educação socioambiental e para quem gosta de ampliar as lentes sobre o conhecimento da ecologia urbana.
domingo, 27 de maio de 2012
ANO INTERNACIONAL DAS FONTES RENOVÁVEIS DE ENERGIA - 2012
No ano Internacional das fontes de energia renovável, as energias limpas, podemos dizer que nada de avanços concretos tivemos no Brasil, a não ser a polêmica noção de que investirmos nas hidroelétricas apenas, por serem um projeto de produção limpa de energia elétrica, mas que hoje sabemos que os impactos socioambientais são tão grandes e incalculáveis quanto os demais meios de produção de energia...
Em outras palavras, nossa existência, nos padrões atuais de conforto e tecnologias de automação e produção no planeta obrigam e pressionam a tomadas de decisão sempre urgentes e com muitos equívocos, pois sempre causarão impactos ambientais, sociais e econômicos brutais!
Somos 7 bilhões de habitantes sobre a superfície deste querido planeta Terra, o país com a maior população no momento, que é a China, tem apenas mais de 1 bilhão destes habitantes em seu território ou já migrando...as decisões deste país são de consumo imediatista, mega produção para crescimento e enriquecimento a qualquer custo...usam todos os tipos de produção de energia, incluindo carvão!
A matriz energética do Brasil é apenas mais limpa, por ser essencialmente de hidroelétricas, mas precisamos investir na verdade em um leque maior de opções de matriz energética renováveis, limpas e sustentáveis...uma delas que pouco investimos é a eólica (dos ventos), a solar então é absurdamente combatida e os argumentos são criminosos, pois nos lugares do país onde mais temos sol o ano todo, são ditos como lugares de baixo índice de interesse em energias alternativas como a solar por chover demais, como Amazonas e Pará! Isso é um exemplo de como é tendenciosa a mídia e os investimentos sempre se concentrarem nas zonas comerciais e de alto consumo e produção por consequência, mas esquece-se de que poderiam ser polos produtores de energia limpa! Baixo impacto socioambiental!
Belo Monte é um exemplo, junto com Balbina e Angra I e II de investimentos equivocados, falta de ouvirem e respeitarem as comunidades locais, desrespeito à sabedoria popular local em detrimento de geração irresponsável e desnecessária de energia para ser escoada para outras regiões do país e da América Latina! Podendo ser outras soluções energéticas mais limpas e menos impactantes...
Após o tsunami e o acidente no japão em Fukushima, ficou evidente que até mesmo em um país exemplar quanto a seriedade e boas práticas éticas com relação à população, governo e meio ambiente, tiveram o maior problema de vazamento nuclear de sua usina litorânea (vulnerável como Angra) da história do país e no mundo atual, revelando que a tomada de decisão sobre a matriz energética dos países que se desenvolvem nesta década, será fundamental esta responsabilidade na escolha de novas matrizes limpas!
Mesmo o álcool da cana de açucar é um exemplo atual de engano velado, pois o combustível é limpo, sua produção é eficiente, mas no campo, nas lavouras e cana com suas queimadas, o trabalho quase escravo de alguns boais-frias, a falta de dignidade no trabalho do meio rural mostram outra faceta antes não revelada deste custo socioambiental, desta tal economia verde que mascara e enfumaça a sociedade a saber o que de fato há por detrás de cada tomada de decisão...
As escolhas que fizermos hoje, definirão nosso futuro e o de nossos filhos...
O que estamos fazendo por eles? Como estamos educando os filhos do amanhã?
Como o consumismo e a desconexão com a realidade, neste mundo cada vez mais virtual trarão de benefícios ou sequelas irrecuperáveis em nossa cultura?
As fontes de energia renováveis e limpas estão presentes no avião, na fórmula 1, nos carros que somos assediados a consumir ou eventualmente usar...ou no metrô que pegamos todos os dias, nos trens de viagem que elogiamos na Europa, mas que aqui não existem...? Onde está a discussão sobre tudo isso?
Quem conhece Paulo Saldiva, da Faculdade de Medicina da USP, sabe muito bem que os índices de partículas de chumbo na gasolina brasileira são um dos piores do mundo, o que respiramos no clímax das inversões térmicas em São Paulo, nos congestionamentos dá para matar um cardiopata!
O que a Saúde Pública tem a ver com este debate sobre energias limpas e renováveis? Tudo! Pois, a partir das escolhas que fizermos poderemos melhorar e muito a qualidad de vida das pessoas, termos mais transportes públicos coletivos movidos por água, eletricidade, gás natural, biodiesel e mesmo álcool, desde que mudemos a forma de produção do álcool nas lavouras, desde que reduzamos bastante o consumo de gasolina e derivados...! Ah, mas e o Pré-Sal? Como ficará?
Pois é, esse é outro tema essencial nas discussões da Rio + 20, pois se tudo caminhar para futuras extrações de óleo, gás e petróleo, isso não deverá ser a principal fonte do país, os royaltes em questão por estes direitos de extração, deverão se transformar em benefícios à sociedade, com educação de base, saúde de qualidade e pública, transportes públicos e renda familiar, empregos etc, mas se a ganância e corrupção se valerem destas riquezas naturais de modo irresponsável, o prejuízo será ainda maior! Por isso que muitas vezes é melhor não decidirmos por estas fontes não-renováveis e poluentes, pois já começamos errado! temos muitas outras formas de desenvolvimento, mas que dependem de um olhar ou melhor de vários olhares, da opinião pública nas decisões para serem sustentáveis!
Não adianta termos créditos de carbono para gastar ou negociar, dentro de uma visão simplista de economia verde, pois o princípio de poluidor-pagador e de compensação ambiental, são medidas mitigadoras que acabam por deseducar os consumidores e às indústrias, pois criaram uma noção que posso consumir sem limites, pois alguém está deixando de se desenvolever, deixando de crescer, deixando de usufruir e viver com qualidade por mim...por minha empresa, por meus atos e por minha irresponsabilidade! É isso que ninguém quer discutir, pois revelará o pior do sistema econômico atual, que é o egoísmo com nome de liberdade!
Por isso, comece em sua casa a pensar diferente, viabilize a reciclagem de seu lixo, eduque seus filhos com limites, evite o consumismo, reduza a escolha de embalagens descartáveis, avalie se precisa mesmo ter carro próprio, você pode alugar um, alugar a vaga de sua garagem, usar metrô, taxi, carona ou, se tiver que ter um, escolha o menos nocivo ao seu ambiente, seja solidário e responsável, escolha um flex, opte pela melhoria dos transportes públicos você sairá ganhando também, poupe os bens naturais, não desperdice, nem deixe as pessoas desperdiçarem nada, troque lâmpadas e equipamentos domésticos pelos mais eficientes e econômicos quanto ao consumo de energia, os mais duráveis e com logística reversa de resíduos, escolha eletrodomésticos de baixo consumo de energia, não compre brinquedos pirata, sem garantia de saúde e segurança, com pilhas mesmo que alcalinas, muitas vezes são produzidos por crianças escravizadas e exploradas!!! Tudo isso parece bobagem, mas é o mundo que é calado, passa como se tivese que existir e pronto, incomoda comentar e pensar nisso, mas passa por nós consumí-los e fazer parte desta cadeia produtiva insustentável e danosa aos próximos anos que virão! Tudo tem um preço, inclusive nosso egoísmo e cegueira! Vamos ficar atentos às alternativas e escolhas de fontes energéticas que surgirão! Boas energias à todos! Renovando ares e pensares!
Em outras palavras, nossa existência, nos padrões atuais de conforto e tecnologias de automação e produção no planeta obrigam e pressionam a tomadas de decisão sempre urgentes e com muitos equívocos, pois sempre causarão impactos ambientais, sociais e econômicos brutais!
Somos 7 bilhões de habitantes sobre a superfície deste querido planeta Terra, o país com a maior população no momento, que é a China, tem apenas mais de 1 bilhão destes habitantes em seu território ou já migrando...as decisões deste país são de consumo imediatista, mega produção para crescimento e enriquecimento a qualquer custo...usam todos os tipos de produção de energia, incluindo carvão!
A matriz energética do Brasil é apenas mais limpa, por ser essencialmente de hidroelétricas, mas precisamos investir na verdade em um leque maior de opções de matriz energética renováveis, limpas e sustentáveis...uma delas que pouco investimos é a eólica (dos ventos), a solar então é absurdamente combatida e os argumentos são criminosos, pois nos lugares do país onde mais temos sol o ano todo, são ditos como lugares de baixo índice de interesse em energias alternativas como a solar por chover demais, como Amazonas e Pará! Isso é um exemplo de como é tendenciosa a mídia e os investimentos sempre se concentrarem nas zonas comerciais e de alto consumo e produção por consequência, mas esquece-se de que poderiam ser polos produtores de energia limpa! Baixo impacto socioambiental!
Belo Monte é um exemplo, junto com Balbina e Angra I e II de investimentos equivocados, falta de ouvirem e respeitarem as comunidades locais, desrespeito à sabedoria popular local em detrimento de geração irresponsável e desnecessária de energia para ser escoada para outras regiões do país e da América Latina! Podendo ser outras soluções energéticas mais limpas e menos impactantes...
Após o tsunami e o acidente no japão em Fukushima, ficou evidente que até mesmo em um país exemplar quanto a seriedade e boas práticas éticas com relação à população, governo e meio ambiente, tiveram o maior problema de vazamento nuclear de sua usina litorânea (vulnerável como Angra) da história do país e no mundo atual, revelando que a tomada de decisão sobre a matriz energética dos países que se desenvolvem nesta década, será fundamental esta responsabilidade na escolha de novas matrizes limpas!
Mesmo o álcool da cana de açucar é um exemplo atual de engano velado, pois o combustível é limpo, sua produção é eficiente, mas no campo, nas lavouras e cana com suas queimadas, o trabalho quase escravo de alguns boais-frias, a falta de dignidade no trabalho do meio rural mostram outra faceta antes não revelada deste custo socioambiental, desta tal economia verde que mascara e enfumaça a sociedade a saber o que de fato há por detrás de cada tomada de decisão...
As escolhas que fizermos hoje, definirão nosso futuro e o de nossos filhos...
O que estamos fazendo por eles? Como estamos educando os filhos do amanhã?
Como o consumismo e a desconexão com a realidade, neste mundo cada vez mais virtual trarão de benefícios ou sequelas irrecuperáveis em nossa cultura?
As fontes de energia renováveis e limpas estão presentes no avião, na fórmula 1, nos carros que somos assediados a consumir ou eventualmente usar...ou no metrô que pegamos todos os dias, nos trens de viagem que elogiamos na Europa, mas que aqui não existem...? Onde está a discussão sobre tudo isso?
Quem conhece Paulo Saldiva, da Faculdade de Medicina da USP, sabe muito bem que os índices de partículas de chumbo na gasolina brasileira são um dos piores do mundo, o que respiramos no clímax das inversões térmicas em São Paulo, nos congestionamentos dá para matar um cardiopata!
O que a Saúde Pública tem a ver com este debate sobre energias limpas e renováveis? Tudo! Pois, a partir das escolhas que fizermos poderemos melhorar e muito a qualidad de vida das pessoas, termos mais transportes públicos coletivos movidos por água, eletricidade, gás natural, biodiesel e mesmo álcool, desde que mudemos a forma de produção do álcool nas lavouras, desde que reduzamos bastante o consumo de gasolina e derivados...! Ah, mas e o Pré-Sal? Como ficará?
Pois é, esse é outro tema essencial nas discussões da Rio + 20, pois se tudo caminhar para futuras extrações de óleo, gás e petróleo, isso não deverá ser a principal fonte do país, os royaltes em questão por estes direitos de extração, deverão se transformar em benefícios à sociedade, com educação de base, saúde de qualidade e pública, transportes públicos e renda familiar, empregos etc, mas se a ganância e corrupção se valerem destas riquezas naturais de modo irresponsável, o prejuízo será ainda maior! Por isso que muitas vezes é melhor não decidirmos por estas fontes não-renováveis e poluentes, pois já começamos errado! temos muitas outras formas de desenvolvimento, mas que dependem de um olhar ou melhor de vários olhares, da opinião pública nas decisões para serem sustentáveis!
Não adianta termos créditos de carbono para gastar ou negociar, dentro de uma visão simplista de economia verde, pois o princípio de poluidor-pagador e de compensação ambiental, são medidas mitigadoras que acabam por deseducar os consumidores e às indústrias, pois criaram uma noção que posso consumir sem limites, pois alguém está deixando de se desenvolever, deixando de crescer, deixando de usufruir e viver com qualidade por mim...por minha empresa, por meus atos e por minha irresponsabilidade! É isso que ninguém quer discutir, pois revelará o pior do sistema econômico atual, que é o egoísmo com nome de liberdade!
Por isso, comece em sua casa a pensar diferente, viabilize a reciclagem de seu lixo, eduque seus filhos com limites, evite o consumismo, reduza a escolha de embalagens descartáveis, avalie se precisa mesmo ter carro próprio, você pode alugar um, alugar a vaga de sua garagem, usar metrô, taxi, carona ou, se tiver que ter um, escolha o menos nocivo ao seu ambiente, seja solidário e responsável, escolha um flex, opte pela melhoria dos transportes públicos você sairá ganhando também, poupe os bens naturais, não desperdice, nem deixe as pessoas desperdiçarem nada, troque lâmpadas e equipamentos domésticos pelos mais eficientes e econômicos quanto ao consumo de energia, os mais duráveis e com logística reversa de resíduos, escolha eletrodomésticos de baixo consumo de energia, não compre brinquedos pirata, sem garantia de saúde e segurança, com pilhas mesmo que alcalinas, muitas vezes são produzidos por crianças escravizadas e exploradas!!! Tudo isso parece bobagem, mas é o mundo que é calado, passa como se tivese que existir e pronto, incomoda comentar e pensar nisso, mas passa por nós consumí-los e fazer parte desta cadeia produtiva insustentável e danosa aos próximos anos que virão! Tudo tem um preço, inclusive nosso egoísmo e cegueira! Vamos ficar atentos às alternativas e escolhas de fontes energéticas que surgirão! Boas energias à todos! Renovando ares e pensares!
Saber Popular: Educação e Memória Sociocultural
O Saber popular é de uma riqueza incalculável, é um bem difuso e patrimônio sociocultural que se não registrado perde-se com os tempos e deixamos muitas vezes de valorizar ou principalmente de exercitar o saber ouvir e refletir sobre estes ensinamentos que na minha visão são saudavelmente acientíficos, pois são complexos, partem de observações feitas ao longo de gerações e gerações, um olhar raro e minucioso à algo do cotidiano, um insite de um fenômeno natural ou social, que foi sintetizado em uma frase, que se torna um conto, uma lenda, um ditado popular, ou remédio, um hábito ou cautela que se perpetua para sempre na memória de um grupo social, justamente por ser coerente, fazer sentido para as pessoas e comunidades que convivem e alimentam vivos estes saberes e assim preservam a história, costumes, tradições e valores de uma região!
Digo conhecimento não-científico, o popular, partindo da reflexão que fiz ao ler Edgar Morin em sua introdução ao pensamento complexo, onde ressalta que o complexo, não pode ser fragmentado ou desconectado do todo, como a escola tradicional sempre o fez, não pode ser reduzido e simplificado de forma científica, a qual despreza o saber popular muitas vezes por ser empírico e não acadêmico, acham até que nunca foi testado aquele saber...esquecem que os laboratórios da vida cotidiana, são mais eficientes e complexos que os ambientes controlados, induzidos e isolados dos meios científicos de modo geral...
Assim, acredito que a ciência contemporânea precisa mesmo dar um salto de qualidade e dignidade socioambiental e cultural, aceitando cada vez mais a possibilidade de saber ouvir e respeitar os saberes genuinamente populares, principalmente dos indígenas, aborígenes, ínuites, quilombolas, colonos dos interiores do Norte e Nordeste, caiçaras e pescadores dos litorais, dos velhos, dos catadores das metrópoles, dos trabalhadores rurais e extrativistas e a espontânea e pura observação das crianças de todo o mundo, retribuindo-lhes com a isenção de patentes de conhecimentos científicos e de seres vivos usurpados pelos mecanismos mercadológicos, ajudando e atendendo aos interesses da sociedade, não apenas vistos como meros consumidores consumistas, devolvendo-lhes soluções eficazes, com qualidade, durabilidade, garantindo-lhes saúde integral, respeito e sustentabilidade em tudo que se propuserem a produzir e então estaremos sintetizando tudo o que os sistemas complexos da natureza de nosso planeta sempre nos ensinaram e nos prestam gratuitamente até hoje...com os serviços ambientais complexos e insubstituíveis, como a manutenção de água doce potável, fertilidade de solos, ciclos biogeoquímicos naturais, decomposição espontânea, matérias-primas finitas, energia solar e vital, alimentos sazonais, sais minerais, remédios naturais, clima auto regulador, vegetação e ciclagem natural de resíduos...enfim, tudo que conhecemos e nos beneficiamos no presente, é resultado do conhecimento e observação da natureza, do saber popular que se tornou ciência...
O mundo está se tornando mais complexo na medida em que estamos cada vez mais buscando sintetizar as coisas, achando que simplificaríamos nossas vidas...A síntese, é o complexo! O complexo é o todo e isso na cabeça dos mais "simples", nunca esteve fragmentado, pois sempre foi incerto, ideias desorganizadas, orgânicas, livres e flexíveis...sempre foram o todo, ainda o não científico,...por isso incompreensíveis num primeiro olhar desatento...!
Cabe aqui um comentário para abrir para quem queira continuar o debate...Não estaria aqui o essencial motivo para as escolas mudarem radicalmente sua forma de serem? Serem mais livres da ciência oficial, permitirem o pensar, o saber complexo e transdisciplinar da sociedade civil, produzir novos conhecimentos sem depender do Capitalismo do Conhecimento?
Não estaria aqui um novo olhar da Educação, como centro da manutenção dos saberes populares diante da complexidade do cotidiano e a busca por soluções não fragmentadas e ao alcance de todos?
Parabéns aos que atuam no mapeamento de seu entorno, que valorizam o saber popular local, que incentivam a cogestão popular, que usam os dados complexos de sua região para conhecer as pessoas locais e ampliar a coparticipação popular, para assim se apropriarem das memórias e saberes locais, elaborarem sua agenda local de compromissos inadiáveis com relação às questões socioambientais e a vocação responsável da região e não mais esperarem por uma Rio + 20 que promete ser mais um fiasco e desapontamento, a começar pelo talvez futuro Código Florestal Brasileiro, pelas morosidades e descasos com as gerações futuras e a cegueira que toma conta dos governos, congressos, políticos e muitas ONGs que vivem dos problemas e não das soluções, comemoram a ampliação de seus associados, beneficiados e carentes atendidos e não da redução do número dos que deles dependem...!!!
Esta ainda será a nova Educação Socioambiental para esta segunda década do século XXI !
Digo conhecimento não-científico, o popular, partindo da reflexão que fiz ao ler Edgar Morin em sua introdução ao pensamento complexo, onde ressalta que o complexo, não pode ser fragmentado ou desconectado do todo, como a escola tradicional sempre o fez, não pode ser reduzido e simplificado de forma científica, a qual despreza o saber popular muitas vezes por ser empírico e não acadêmico, acham até que nunca foi testado aquele saber...esquecem que os laboratórios da vida cotidiana, são mais eficientes e complexos que os ambientes controlados, induzidos e isolados dos meios científicos de modo geral...
Assim, acredito que a ciência contemporânea precisa mesmo dar um salto de qualidade e dignidade socioambiental e cultural, aceitando cada vez mais a possibilidade de saber ouvir e respeitar os saberes genuinamente populares, principalmente dos indígenas, aborígenes, ínuites, quilombolas, colonos dos interiores do Norte e Nordeste, caiçaras e pescadores dos litorais, dos velhos, dos catadores das metrópoles, dos trabalhadores rurais e extrativistas e a espontânea e pura observação das crianças de todo o mundo, retribuindo-lhes com a isenção de patentes de conhecimentos científicos e de seres vivos usurpados pelos mecanismos mercadológicos, ajudando e atendendo aos interesses da sociedade, não apenas vistos como meros consumidores consumistas, devolvendo-lhes soluções eficazes, com qualidade, durabilidade, garantindo-lhes saúde integral, respeito e sustentabilidade em tudo que se propuserem a produzir e então estaremos sintetizando tudo o que os sistemas complexos da natureza de nosso planeta sempre nos ensinaram e nos prestam gratuitamente até hoje...com os serviços ambientais complexos e insubstituíveis, como a manutenção de água doce potável, fertilidade de solos, ciclos biogeoquímicos naturais, decomposição espontânea, matérias-primas finitas, energia solar e vital, alimentos sazonais, sais minerais, remédios naturais, clima auto regulador, vegetação e ciclagem natural de resíduos...enfim, tudo que conhecemos e nos beneficiamos no presente, é resultado do conhecimento e observação da natureza, do saber popular que se tornou ciência...
O mundo está se tornando mais complexo na medida em que estamos cada vez mais buscando sintetizar as coisas, achando que simplificaríamos nossas vidas...A síntese, é o complexo! O complexo é o todo e isso na cabeça dos mais "simples", nunca esteve fragmentado, pois sempre foi incerto, ideias desorganizadas, orgânicas, livres e flexíveis...sempre foram o todo, ainda o não científico,...por isso incompreensíveis num primeiro olhar desatento...!
Cabe aqui um comentário para abrir para quem queira continuar o debate...Não estaria aqui o essencial motivo para as escolas mudarem radicalmente sua forma de serem? Serem mais livres da ciência oficial, permitirem o pensar, o saber complexo e transdisciplinar da sociedade civil, produzir novos conhecimentos sem depender do Capitalismo do Conhecimento?
Não estaria aqui um novo olhar da Educação, como centro da manutenção dos saberes populares diante da complexidade do cotidiano e a busca por soluções não fragmentadas e ao alcance de todos?
Parabéns aos que atuam no mapeamento de seu entorno, que valorizam o saber popular local, que incentivam a cogestão popular, que usam os dados complexos de sua região para conhecer as pessoas locais e ampliar a coparticipação popular, para assim se apropriarem das memórias e saberes locais, elaborarem sua agenda local de compromissos inadiáveis com relação às questões socioambientais e a vocação responsável da região e não mais esperarem por uma Rio + 20 que promete ser mais um fiasco e desapontamento, a começar pelo talvez futuro Código Florestal Brasileiro, pelas morosidades e descasos com as gerações futuras e a cegueira que toma conta dos governos, congressos, políticos e muitas ONGs que vivem dos problemas e não das soluções, comemoram a ampliação de seus associados, beneficiados e carentes atendidos e não da redução do número dos que deles dependem...!!!
Esta ainda será a nova Educação Socioambiental para esta segunda década do século XXI !
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Mapas Urbanos:Cia Dança traz temática do corpo na cidade!
Sobre Mapas Urbanos...
MAPAS URBANOS
Mapas Urbanos é uma remontagem de 'Cidade em Trânsito', espetáculo produzido em 1998 pelo Caleidos Cia. de Dança para integrar a Exposição “Fantasia Brasileira: O Balé do IV Centenário” que marcou a inauguração do SESC Belenzinho naquele ano. 'Cidade em Trânsito' já apontava, àquela altura, alguns caminhos de unir a interatividade e a participação crítica e criativa do público com uma dramaturgia centrada não apenas na dança e no corpo ( caso dos espetáculos Coreológicas ), mas que propusesse explicitamente outras questões temáticas em cena – essa linha de trabalho definiu-se em ARES FAMILIARES, montado em 2009.
Mantendo-se a estrutura dos espetáculos interativos de dança contemporânea - que caracterizaram o Caleidos Cia desde sua criação em 1996 - a abordagem de novas temáticas fez ampliar o universo dramatúrgico dos espetáculos da Cia, sem, contudo, abrir mão da ludicidade e da participação crítica e criativa do público.
MAPAS URBANOS aborda questões relativas ao corpo na cidade e o universo das relações interpessoais que se configuram nas ruas - trajetórias, impessoalidades, arte, política, festa etc. -propomos um mergulho no contexto das relações corpo/rua por meio da dança contemporânea.
MAPAS URBANOS é composto por cinco proposições cênicas que oferecem momentos distintos ao público: o de ver (apreciar) e o de dançar (interagir). A partir da observação/fruição daquilo que os intérpretes propõem, crianças, jovens e adultos são convidados a participar do espetáculo e, dançando, a dialogar de forma lúdica e criativa com a rua e os corpos socialmente constituídos em cidades como São Paulo.
FICHA TÉCNICA
Direção e Coreografia: Isabel Marques
Codireção e Dramaturgia: Fábio Brazil
Elenco: Anelise Mayumi, Anderson Leite, Carol Corrêa,
Douglas Iesus, Isabel Reis, Katia Oyama,
Larissa Pretti, Mariama Palhares, Murilo de Paula,
Patrícia Árabe, Renata Cavallari, Tatiana Cotrim
Trilha sonora original: Divan
Cenário e identidade visual: Fábio Brazil
Iluminação: Juliana Pedreira
Figurino: Mariana Piccolli
Preparação corporal: Melina Sanchez
Produção : Instituto Caleidos
Blog Bionoculo parabeniza a iniciativa e originalidade desta Cia em reforçar a temática urbana na arte!
MAPAS URBANOS
Mapas Urbanos é uma remontagem de 'Cidade em Trânsito', espetáculo produzido em 1998 pelo Caleidos Cia. de Dança para integrar a Exposição “Fantasia Brasileira: O Balé do IV Centenário” que marcou a inauguração do SESC Belenzinho naquele ano. 'Cidade em Trânsito' já apontava, àquela altura, alguns caminhos de unir a interatividade e a participação crítica e criativa do público com uma dramaturgia centrada não apenas na dança e no corpo ( caso dos espetáculos Coreológicas ), mas que propusesse explicitamente outras questões temáticas em cena – essa linha de trabalho definiu-se em ARES FAMILIARES, montado em 2009.
Mantendo-se a estrutura dos espetáculos interativos de dança contemporânea - que caracterizaram o Caleidos Cia desde sua criação em 1996 - a abordagem de novas temáticas fez ampliar o universo dramatúrgico dos espetáculos da Cia, sem, contudo, abrir mão da ludicidade e da participação crítica e criativa do público.
MAPAS URBANOS aborda questões relativas ao corpo na cidade e o universo das relações interpessoais que se configuram nas ruas - trajetórias, impessoalidades, arte, política, festa etc. -propomos um mergulho no contexto das relações corpo/rua por meio da dança contemporânea.
MAPAS URBANOS é composto por cinco proposições cênicas que oferecem momentos distintos ao público: o de ver (apreciar) e o de dançar (interagir). A partir da observação/fruição daquilo que os intérpretes propõem, crianças, jovens e adultos são convidados a participar do espetáculo e, dançando, a dialogar de forma lúdica e criativa com a rua e os corpos socialmente constituídos em cidades como São Paulo.
FICHA TÉCNICA
Direção e Coreografia: Isabel Marques
Codireção e Dramaturgia: Fábio Brazil
Elenco: Anelise Mayumi, Anderson Leite, Carol Corrêa,
Douglas Iesus, Isabel Reis, Katia Oyama,
Larissa Pretti, Mariama Palhares, Murilo de Paula,
Patrícia Árabe, Renata Cavallari, Tatiana Cotrim
Trilha sonora original: Divan
Cenário e identidade visual: Fábio Brazil
Iluminação: Juliana Pedreira
Figurino: Mariana Piccolli
Preparação corporal: Melina Sanchez
Produção : Instituto Caleidos
Blog Bionoculo parabeniza a iniciativa e originalidade desta Cia em reforçar a temática urbana na arte!
ANTROPOCENO:A NOVA ERA GEOLÓGICA DA TERRA!!!!!
Você já ouviu falar em Antropoceno!??
Segundo alguns estudiosos do planeta, como Ignacy Sachs, ecossocioeconomista polonês-francês, é o nome dado e assumido recentemente à nova era geológica de nosso querido planeta Terra!
O nome já indica preocupantemente e reforça que esta nova era é o ser humano quem domina e transforma o planeta radicalmente e como nunca foi visto... Antropos = Homini= homem, o ser humano é o centro das mudanças, é o causador de todos os movimentos transformadores ecológicos do planeta...
Todas as responsabilizações recairão sobre nós, quanto às mudanças climáticas e ambientais, devido ao período do século XVIII até os dias de hoje, da era industrial à era da ecossocioeconomia.
Sustentabilidade e desenvolvimento: o que esperar da Rio + 20?
A Cúpula da Terra, terá novamente que firmar uma agenda até 2020 de compromissos entre ricos e pobres para garantia das gerações futuras e um mundo sustentável, mais solidário, empático, fraternal e mais ético!
O tripé socialmente justo, ambientalmente equilibrado e economicamente sustentável será sempre o tema que deverá pautar nossas próximas ações!!!!
Vamos cobrar e fazer nosso papel!!!!!
Segundo alguns estudiosos do planeta, como Ignacy Sachs, ecossocioeconomista polonês-francês, é o nome dado e assumido recentemente à nova era geológica de nosso querido planeta Terra!
O nome já indica preocupantemente e reforça que esta nova era é o ser humano quem domina e transforma o planeta radicalmente e como nunca foi visto... Antropos = Homini= homem, o ser humano é o centro das mudanças, é o causador de todos os movimentos transformadores ecológicos do planeta...
Todas as responsabilizações recairão sobre nós, quanto às mudanças climáticas e ambientais, devido ao período do século XVIII até os dias de hoje, da era industrial à era da ecossocioeconomia.
Sustentabilidade e desenvolvimento: o que esperar da Rio + 20?
A Cúpula da Terra, terá novamente que firmar uma agenda até 2020 de compromissos entre ricos e pobres para garantia das gerações futuras e um mundo sustentável, mais solidário, empático, fraternal e mais ético!
O tripé socialmente justo, ambientalmente equilibrado e economicamente sustentável será sempre o tema que deverá pautar nossas próximas ações!!!!
Vamos cobrar e fazer nosso papel!!!!!
5Ps - Harmonização dos cinco"pês" na Rio + 20
Na próxima reunião planetária da Rio + 20, em junho deste ano de 2012, um dos temas que será levantado e que sintetiza o grande investimento energético brasileiro e os subsequentes cuidados socioambientais que teremos que nos preparar e investirmos na conservação e preservação ambiental, será com a prospecção do Pré-Sal (bolsões de petróleo de profundeza, abaixo do talude de pré-sal oceânico do mar e costa brasileira sudeste entre Rio e S. Paulo) o investimento também na harmonização dos chamados: cinco Ps.
Os 5 P, são:
Pesca
Piscicultura
Portos
Praias
Pré-sal
Onde investimentos nacionais e federais deverão ocorrer nos próximos anos a partir de 2012, quanto a uma maior atenção regulatória na pesca comercial, mais disseminação de técnicas nacionais de piscicultura nas áreas de mananciais, estuários, mangues, rios e lagos de todo o Brasil, com exemplos de sucesso como a reserva de Mamirauá - AM.
Os portos, deverão ter investimentos de recuperação, proteção e vigilância sanitária, portuária, ecológica e turística, revendo rotas, fiscalização de águas de convés e bombeamento de água de lastro, evitando entrada de seres vivos invasores, parasitas do mar, pesca predatória e ilegal, contrabandos, pirataria, migrações ilegais e planejamento do uso e preservação dos santuários ecológicos marinhos.
A fiscalização das praias,da qualidade das águas para banhistas, comércio e tursimo litorâneo, preservação de paisagens, regulação de construções irregulares, preservação de tartarugas marinhas,fiscalização hotelereira de resorts e pousadas, emissão de esgotos...
Definição da aplicação, uso e direitos quantos aos royaltes do pré-sal...Busca paralela de novas energias limpas e alternativas eficientes de tecnologia e fontes energéticas na indústria nacional, com maiores investimentos em escolas técnicas e universidades que investirem neste ramo!
Os 5 P, são:
Pesca
Piscicultura
Portos
Praias
Pré-sal
Onde investimentos nacionais e federais deverão ocorrer nos próximos anos a partir de 2012, quanto a uma maior atenção regulatória na pesca comercial, mais disseminação de técnicas nacionais de piscicultura nas áreas de mananciais, estuários, mangues, rios e lagos de todo o Brasil, com exemplos de sucesso como a reserva de Mamirauá - AM.
Os portos, deverão ter investimentos de recuperação, proteção e vigilância sanitária, portuária, ecológica e turística, revendo rotas, fiscalização de águas de convés e bombeamento de água de lastro, evitando entrada de seres vivos invasores, parasitas do mar, pesca predatória e ilegal, contrabandos, pirataria, migrações ilegais e planejamento do uso e preservação dos santuários ecológicos marinhos.
A fiscalização das praias,da qualidade das águas para banhistas, comércio e tursimo litorâneo, preservação de paisagens, regulação de construções irregulares, preservação de tartarugas marinhas,fiscalização hotelereira de resorts e pousadas, emissão de esgotos...
Definição da aplicação, uso e direitos quantos aos royaltes do pré-sal...Busca paralela de novas energias limpas e alternativas eficientes de tecnologia e fontes energéticas na indústria nacional, com maiores investimentos em escolas técnicas e universidades que investirem neste ramo!
Rio + 20: o prazo está se esgotando...
Rio + 20...
Passaram-se 20 anos da Eco-92,lembro-me direitinho que eu estava junto com meus colegas de faculdade me formando em biologia exatamente em 1992 e este ano ficou marcado para todos nós que era um chamamento, um compromisso selado e um prenúncio de que muito trabalharíamos em prol do Planeta, de sua e nossa saúde...Parecia que as portas abrir-se-iam para investimentos permanentes nas áreas das ciências da Terra, ciências ambientais e programas socioambientais e de sensibilização e educação ambiental...
Realmente as sensibilização foram crescendo, o mundo ficou mais verde na sua fala...mas não nas suas escolhas e ações...
O mercado de trabalho cresceu nestes ramos e afins, mas apenas em tecnologias, conceitos e leis...leis e normas...isos...selos...certificações...ongs...órgãos...conselhos...comitês...mas nada...quase nada saiu do papel para ser eco-eficiente e global...
Apenas e poucos países ricos investiram em tecnologias verdes, mas na maioria muita maquiagem verde, marketing verde de fachada...Criou-se até um mercado de créditos de carbono, sequestrar CO²...mas tudo não passou de um mercado virtual de negociatas de os ricos poderem continuar poluindo e comprando direitos a partir de pobres que conservassem o ambiente por eles...
Pensou-se até na Agenda XXI, os compromissos de um futuro comum para o século 21, onde tudo foi mapeado e pensado para ser preservado, conservado e recuperado...mas a compensação ambiental foi o melhor caminho, o poluidor pagador...mas só agora pensaram no conservador recebedor...!!!!!
2012...hoje sexta,dia13/01, o que os supersticiosos estariam planejando para o sensacionalismo apocaliptico do fim dos tempos???
Pois é, o que podemos e devemos fazer para contribuir para as discussões e efetivas mudanças planetárias?
Tenho a certeza que tudo que já foi pensado nestes últimos 20 anos de ciência ambiental,social e econômica que tenda ao sustentável,bastará usarmos e realizarmos o que foi criado...não dará mais tempo de ficarmos discutindo ou inventando soluções...pois elas já existem...basta tropeçar nelas que acharemos o caminho e cada bioma a sua solução local...
Agora quem pagará a conta por termos usado e consumido o planeta além de sua capacidade de suporte e regeneração?
Pois é...seremos nós a geração da renovação, das soluções simples e eficientes para nossa propria sobrevivência!
Que venha em junho a reunião de todo o planeta, que será novamente no Rio de Janeiro,a "Cupula da Terra", para gritarmos por um mundo melhor,vamos parar tudo e rever nosso modelo de vida???
Temos que cobrar ações efetivas e não leis apenas...!
Uma das grandes propostas são as "Tecnologias Sociais",soluções participativas de comunidades para a melhoria da qualidade de vida local e global. Economia Solidária e Justiça Social,com sistemas de produção ambiental sustentável.
Passaram-se 20 anos da Eco-92,lembro-me direitinho que eu estava junto com meus colegas de faculdade me formando em biologia exatamente em 1992 e este ano ficou marcado para todos nós que era um chamamento, um compromisso selado e um prenúncio de que muito trabalharíamos em prol do Planeta, de sua e nossa saúde...Parecia que as portas abrir-se-iam para investimentos permanentes nas áreas das ciências da Terra, ciências ambientais e programas socioambientais e de sensibilização e educação ambiental...
Realmente as sensibilização foram crescendo, o mundo ficou mais verde na sua fala...mas não nas suas escolhas e ações...
O mercado de trabalho cresceu nestes ramos e afins, mas apenas em tecnologias, conceitos e leis...leis e normas...isos...selos...certificações...ongs...órgãos...conselhos...comitês...mas nada...quase nada saiu do papel para ser eco-eficiente e global...
Apenas e poucos países ricos investiram em tecnologias verdes, mas na maioria muita maquiagem verde, marketing verde de fachada...Criou-se até um mercado de créditos de carbono, sequestrar CO²...mas tudo não passou de um mercado virtual de negociatas de os ricos poderem continuar poluindo e comprando direitos a partir de pobres que conservassem o ambiente por eles...
Pensou-se até na Agenda XXI, os compromissos de um futuro comum para o século 21, onde tudo foi mapeado e pensado para ser preservado, conservado e recuperado...mas a compensação ambiental foi o melhor caminho, o poluidor pagador...mas só agora pensaram no conservador recebedor...!!!!!
2012...hoje sexta,dia13/01, o que os supersticiosos estariam planejando para o sensacionalismo apocaliptico do fim dos tempos???
Pois é, o que podemos e devemos fazer para contribuir para as discussões e efetivas mudanças planetárias?
Tenho a certeza que tudo que já foi pensado nestes últimos 20 anos de ciência ambiental,social e econômica que tenda ao sustentável,bastará usarmos e realizarmos o que foi criado...não dará mais tempo de ficarmos discutindo ou inventando soluções...pois elas já existem...basta tropeçar nelas que acharemos o caminho e cada bioma a sua solução local...
Agora quem pagará a conta por termos usado e consumido o planeta além de sua capacidade de suporte e regeneração?
Pois é...seremos nós a geração da renovação, das soluções simples e eficientes para nossa propria sobrevivência!
Que venha em junho a reunião de todo o planeta, que será novamente no Rio de Janeiro,a "Cupula da Terra", para gritarmos por um mundo melhor,vamos parar tudo e rever nosso modelo de vida???
Temos que cobrar ações efetivas e não leis apenas...!
Uma das grandes propostas são as "Tecnologias Sociais",soluções participativas de comunidades para a melhoria da qualidade de vida local e global. Economia Solidária e Justiça Social,com sistemas de produção ambiental sustentável.
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