sábado, 7 de março de 2009

COMBATE A DENGUE NAS ÁGUAS DE MARÇO...


DENGUE! Combater o mosquito ou salvar e conservar as matas ciliares de córregos e rios das cidades?


Eis a questão! Esta pergunta pouco é feita, pois incomoda os arqui-urbanistas governamentais que sempre preferem retificar rios, canalizar córregos, pavimentar marginais, criar e mirabolar sempre pensando nos carros e na "assepcia" da cidade, mas tudo é um grande equívoco nisso tudo...


Se cuidássemos de verdade e com políticas públicas efetivas e participação popular do entorno da mata nativa que margeia os corpos de água de rios, riachos, lagos e córregos que cortam a cidade, estaríamos contribuindo para harmonizar e equilibrar as populações de insetos hematófagos, como o mosquito Aedes aegypti, pois primeiro de tudo estes insetos existem antes de nós, segundo eles só nos picam durante o dia por não terem água limpa em seu habitat original, terceiro é que seu ciclo de vida só se completa pela falta de anfíbios, como sapos e rãs que moravam nos charcos e córregos das cidades, mas que aos poucos estão sumindo e morrendo, por diversos motivos...e que são os responsáveis diretos pelo equilíbrio destas populações de insetos, pois estes são alimento do anfíbios desde sua fase larval até a vida adulta...outros animais que são hospedeiros das cepas de vírus da dengue, normalmente primatas, não contraem a doença, mas se nós somos picados por uma fêmea de Aedes contaminada pelo vírus, podemos desenvolver a doença em uma de suas formas...
A idéia deste artigo é apenas esclarecer como tudo está interligado e o quanto interferimos nestes ciclos e desequilibramos contra nós mesmos...e sempre os mais pobres, ou pessoas que moram em locais próximos de rios e córregos é quem pagam pelos seus ou os erros de outros que deveriam administrar estas situaçãoes de saúde pública e urbanismo social.
Bem, ainda bem que existem órgãos e equipes tentando colaborar com estas consequencias socioambientais que afetam a ecologia urbana da Capital.
Dia 18 e 19 de março, das 10h às 15h, no SESC Pompeia, teremos a ação em saúde pública com agentes da Secretaria de Vigilância em Saúde - SMS - COVISA de São Paulo, na campanha de conscientização e combate a Dengue, neste final de verão, com temperaturas elevadas e muita água de chuvas que potencializam focos da propagação da doença. Informe-se e previna-se!

Além da Policia Militar, os responsáveis pelos estabelecimentos deverão contatar a Coordenação de Vigilância em Saúde pelos telefones: 3350-6666, 3350-6624 ou 3350-6628 ou pelo e-mail: smssaccovisa@prefeitura.sp.gov.br
Esta cadeia alimentar

COLEÇÃO CONSUMO SUSTENTÁVEL E AÇÃO

O Instituto de Educação e Pesquisa Ambiental - 5 ELEMENTOS convida educadores e ativistas ambientais, para no dia 18 de março, quarta-feira, às 20h, na Choperia do SESC Pompeia - Rua Clélia, 93 - Barra Funda/Pompeia para o lançamento da Coleção Consumo Sustentável e Ação.

A proposta é de disponibilizar gratuitamente os seis volumes que compõem a coleçao e de modo atualizado aos educadores do Estado e do país, ser uma ferramenta pedagógica para a inclusão da educação ambiental na rotina escolar, espaços educativos e na comunidade.

O objetivo é promover a cultura da sustentabilidade e ecoalfabetização urbana, por meio da difusão dos conceitos dos 5Rs. A publicação aborda temas como consumo, mudanças climáticas, gestão de resíduos sólidos e atitude sustentáveis.

A coleção será disponibilizada via site do instituto e doada (tiragem limitada) no lançamento e na oficina inaugural, que ocorrerá dia 21 de março, sábado, das 9h às 13h, com um Café Pedagógico Consumo Sustentável e Ação, nas Oficinas de Criatividade do SESC Pompeia, coordenada pelas educadoras Mônica Pilz Borba e Patrícia Otero, do Instituto 5 Elementos.

No dia 17 de março, terça, das 20h às 21h, na Internet Livre do SESC Pompeia, convidamos para o VIT@L Consumo Sustentável e Ação - lançamento virtual desta coleção e apresentação do projeto educativo, por Gustavo Abreu, educomunicador do Instituto 5 Elementos. Vagas limitadas. Participe!

Informações: tel. 11 - 3871-7739
www.sescsp.org.br

www.5elementos.org.br


VEJA! No Youtube: "História das Coisas"
Vídeo que mostra de modo coerente, didático e concatenado o ciclo de consumo e o pensamento Capitalista que nos devora!

POLUIÇÃO VEICULAR E O MOVIMENTO NOSSA SÃO PAULO


Poluição dos veículos mata quase 20 por dia e custa R$ 334 mi em internações
Publicado em: 05/03/2009 - 16:18




A poluição gerada pelos veículos em São Paulo – com concentração de 28,1 microgramas de poluentes por metro cúbico de ar - está quase três vezes acima do limite considerado tolerável pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 10 microgramas de poluentes por m3.
Essa poluição mata indiretamente, em média, quase 20 pessoas por dia na grande São Paulo, aproximadamente o dobro de cinco anos atrás. As informações constam em estudo realizado pelo Laboratório de Poluição Atmosférica da Faculdade de Medicina da USP e revelado por Ricardo Sangiovani, em reportagem da Folha de S.Paulo, nesta quinta-feira (5/3). Além da perda de vidas humanas, há custos para o sistema de saúde – são gastos R$334 milhões com 13,1 mil internações por ano devido a doenças decorrentes da poluição. Os cofres públicos arcam com 25% desse custo (equivalente a R$83,5 milhões).
Para o médico Paulo Saldiva, professor da USP e um dos autores do estudo, por ser uma questão de saúde pública, o governo tem que intervir para sanar o problema tanto com implantação de políticas quanto na mediação dos conflitos dos setores envolvidos, como indústria automobilística, distribuidoras de combustível e construtoras de imóveis. “Não há outra saída. A poluição do ar atinge a todos, ninguém consegue se livrar dela. Não temos opção, individualmente, de solucionar o problema. Uma fuligem negra fica impregnada em nosso corpo pelo simples fato de vivermos em uma cidade como São Paulo”, enfatizou o médico. Saldiva fez o alerta em audiência pública sobre poluição veicular em São Paulo, realizada pelo Minitério Público Estadual, nesta quarta-feira (4/3).
Reconhecido como uma das principais autoridades internacionais no tema da poluição, Saldiva também destacou a importância de adotarmos critérios mais rígidos para, por exemplo, a construção de grandes condomínos em ruas de alto tráfego de veículos. “Nenhum tipo de estudo ambiental, que leve em consideração a saúde das pessoas, é exigido das construtoras. O impacto da poluição nas pessoas que vivem próximas às ruas mais movimentadas é comprovadamente maior”, explicou.
A necessidade de haver controle da emissão de poluentes pelos veículos para reduzir os danos à saúde da população também foi abordada em outro evento na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Homero de Carvalho, da Cetesb, mostrou preocupação pelo fato de não ter havido redução do enxofre no diesel para 50 pmm (partículas por milhão), como previsto na fase P6 do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve)”. Foi a primeira vez que uma fase do programa iniciado em 1986 não foi integralmente cumprida.
Para Carvalho, “o principal prejuízo veio para a saúde pública no período de 2009 a 2012”, data em que o S-50 começará a ser distribuído para a frota nacional, conforme acordo firmado entre as partes em outubro do ano passado. Até lá, como foi estabelecido no acordo, será gradualmente incorporado em algumas cidades e regiões metropolitanas do país, como vem acontecendo nas frotas de ônibus de São Paulo e Rio desde janeiro.
Oded Grajew, integrante do Movimento Nossa São Paulo, argumentou que se as mesmas multinacionais que estão no Brasil comercializam na Europa e Estados Unidos os veículos com motores apropriados, devem fazer o mesmo por aqui.
A promotora Ana Cristina Bandeira justificou que esse foi o acordo possível diante da recusa da Justiça, no julgamento em primeira instância, em determinar a comercialização do diesel S-50 em janeiro. E destacou a importância da inspeção veicular como instrumento para obrigar os proprietários de veículos usados a fazerem manutenção dos motores. A promotora e Grajew fizeram um apelo para que os deputados estaduais cobrem o governo estadual para que seja cumprida a lei que determina a inspeção veicular. A lei existe há 15 anos e até hoje não saiu do papel.
Alfred Szwarc, da Environmentality - Tec. Com Conceitos Ambientais, apresentou durante o evento realizado no Ministério Público Estadual, estudos técnicos que comprovam os benefícios da inspeção veicular: “Nos veículos desregulados, há uma melhora de até 50% no total de emissões. Além disso, a inspeção pode promover uma economia de 10% no consumo de combustível. O sistema também ajuda a combater práticas criminosas, como o uso de peças falsas e conversões indevidas”. Para o engenheiro, até mesmo nos carros mais velhos, se bem cuidados e regulados, podem ter o nível de emissões bastante reduzido.
Leia reportagem da Folha de S.Paulo “Poluição de carros quadruplica risco de morte”
Leia outras notícias sobre diesel e poluição veicular



terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

HORA DO PLANETA - 28 DE MARÇO DESLIGUE TUDO...

VAMOS POUPAR A ENERGIA DO PLANETA?

Hora do Planeta 2009 atinge novo recorde de adesão mundial
O ato de conscientização que começou em Sidney, na Austrália, já conta com a adesão de 74 países.
© WWF / Earth Hour

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04 Fev 2009
Países que participam da Hora do Planeta já são mais do dobro dos que aderiram em 2008. O designer gráfico Shepard Fairey, que retratou Obama, compara o ato de desligar o interruptor a votar a favor do climaBrasília, 5 de fevereiro de 2009 – Faltam oito semanas para a realização da Hora do Planeta 2009 e o evento já conta com a adesão de cidadãos, empresas e autoridades de 375 cidades em 74 países, que se comprometeram a desligar as luzes e mantê-las apagadas durante sessenta minutos, a partir das 20h30min, em 28 de março, em um ato simbólico de combate ao aquecimento global. A lista de cidades que confirmaram sua participação na Hora do Planeta 2009 inclui 37 capitais federais e algumas grandes cidades do mundo, como Londres, Beijing, Roma, Moscou, Los Angeles, Rio de Janeiro, Hong Kong, Dubai, Cingapura, Atenas, Buenos Aires, Toronto, Sydney, Cidade do México, Istambul, Copenhague, Manila, Las Vegas, Bruxelas, Cidade do Cabo e Helsinki.O evento promovido pela Rede WWF mantém um crescimento constante desde seu início, que foi um ato de conscientização realizado em Sydney, na Austrália, em 2007, até o fantástico resultado do ano passado, totalizando 371 cidades em 35 países. O Brasil estréia sua participação este ano, o que foi oficializado em 28 de janeiro, durante evento de lançamento da Hora do Planeta no Brasil, com o anúncio da adesão oficial da cidade do Rio de Janeiro. O Secretário-Geral da Rede WWF, James Leape, se mostra otimista quanto ao potencial dessa campanha para levar a uma tomada de decisão sobre a questão das mudanças climáticas. “Nos próximos meses, espera-se a adesão de centenas de outras cidades a esse ato simbólico. A Hora do Planeta 2009 estabelece a plataforma para um mandato global sem precedentes para que se adotem ações de combate às mudanças climáticas”, declarou. Além do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, a Hora do Planeta 2009 verá as luzes se apagarem em alguns dos mais conhecidos ícones do mundo, como a Opera House em Sydney (Austrália), a Torre CN em Toronto (Canadá), o Estádio do Milênio em Cardiff (Inglaterra, e o edifício mais alto do mundo, o Taipei 101 (Taiwan).O apoio mundial a essa campanha foi garantido por um continente de eminentes embaixadores, com destaque para o arcebispo sul-africano Desmond Tutu, Prêmio Nobel da Paz, e a atriz de cinema, vencedora do Oscar, Cate Blanchett. No Brasil, os atores Camila Pitanga e Victor Fasano e a apresentadora de TV, Cynthia Howllet aderiram ao movimento. E o ator Marcos Palmeira gravou gentilmente a locução do filme promocional, criado pela agência DM9DDB.Na obra de arte que criou para o movimento Hora do Planeta, Shepard Fairey - o artista que ficou conhecido pelos retratos desenhados de Barack Obama durante a recente campanha eleitoral para presidente dos EUA – comparou o ato de desligar o interruptor a dar um voto pelo combate às mudanças climáticas. O diretor executivo da Hora do Planeta, Andy Ridley, disse que a campanha de 2009 é uma oportunidade para que as pessoas de todo o mundo votem nessa importante questão global.“Por sua própria natureza, a Hora do Planeta constitui a essência da ação de organização de base. É uma oportunidade para que indivíduos de todos os cantos do mundo se unam em uma única voz e façam um apelo para que se aja contra as mudanças climáticas”, disse Ridley. O ano de 2009 é decisivo para uma ação de combate às mudanças climáticas, pois as lideranças mundiais têm encontro marcado na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas que se realiza em Copenhague (Dinamarca), em dezembro, para a assinatura de um novo acordo, em substituição ao Protocolo de Quioto.

www.horadoplaneta.org.br
www.earthhour.org/action

Página atualizada em: February 4, 2009. © Copyleft WWF-Brasil - É livre a reprodução dos conteúdos exclusivamente para fins não-comerciais e para a difusão das questões socioambientais abordadas neste site, desde que o autor e a fonte sejam citados. A utilização de fotografias e ilustrações necessitam de autorização prévia

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Enchentes: As Últimas Chuvas de Pompeia...!

Caros leitores de Bionóculo...Ontem, dia 07 de fevereiro de 2009, às 17h45 iniciou--se uma das chuvas mais severas aqui na região do bairro da velha Vila Pompéia (aqui com acento, pois é nome próprio citado Op. Cit., na nova ortografia não mais acentua-se eia -ditangos já eram...que pena...).

Podemos dizer que foi um dilúvio, uma tromba d'água de cerca de 2 horas de duração que atingiram as ruas Clélia (parte baixa), Barão de Bananal, Av. Pompeia e cruzamento com a Av. Francisco Matarazzo, próximo ao Shopping Bourbon, que não deu conta seu dito "piscinão" feito para atenuar este problema crônico da região...
Diversas perdas totais ou danos parciais de veículos que em poucos minutos foram pegos pela enchente tradicional da região...

Historiando rapidamente...esta área da Pompeia e Água Branca - Barra Funda é uma região de ecossistema de charcos e alagados, daí o nome histórico de Barra Funda desta depressão geográfica, que no passado, nos anos de 1920-30 até anos 60, foi escolhida para ser zona suburbana e fabril, com linhas ferroviárias, como a Santos-Jundiaí que cortam no sentido leste-oeste da Capital passando pela Barra Funda (CPTM). Quanto as nascentes de córregos e riachos dentro do terreno do Parque da Água Branca, que hoje foram recuperados parcialmente e outros tristemente pela pressão imobiliária ignorante, foram canalizados, como o córrego Água Preta que hoje na sua cheia colabora na enchente local..., logo se nota que esta região da grande São Paulo nunca teve no passado atributos favoráveis e atualmente é vulnerável e culpada por seus transtornos que foram desrespeitados.

ÁGUA POTÁVEL: ATÉ QUANDO TEREMOS?...


03 / 02 / 2009 Relatório aponta esgotamento de água potável em menos de 20 anos
O mundo corre um grave risco de sofrer com a falta de água doce em menos de 20 anos, em consequência do aumento constante da demanda, que cresce em ritmo mais rápido que a população mundial; O alerta está em um relatório publicado no Fórum Econômico Mundial de Davos (Suíça), que terminou no domingo (1º)."Em menos de 20 anos, a falta de água poderá fazer com que Índia e Estados Unidos percam a totalidade de suas colheitas", afirmam os autores do estudo, destacando que, paralelamente, a procura por alimentos explodirá.Segundo o relatório, muitos lugares do mundo estão a ponto de esgotar suas reservas de água, sobretudo em consequência de uma política especulativa por parte dos governos, ao longo dos últimos 50 anos."No futuro, o mundo não poderá simplesmente administrar a questão da água como tem feito no presente", aponta o texto. Cerca de 40% dos recursos aquíferos dos Estados Unidos são destinados à produção energética, enquanto apenas 3% vão para o consumo doméstico.As necessidades de água para produzir energia devem aumentar 165% nos Estados Unidos e 130% na União Europeia, de acordo com o estudo.O relatório também calcula que, no atual ritmo de derretimento, a maioria das geleiras do Himalaia e do Tibet terão desaparecido até 2100, e que 70 grandes rios do mundo secarão devido aos sistemas de irrigação para a agricultura. (Fonte: Folha Online/ Ambiente Brasil/Agência Envolverde) - Comente as notícias e artigos, participe!

sábado, 17 de janeiro de 2009

Campo Belo: Quando estudar um bairro é mapeá-lo socioambientalmente!


CAMPO BELO: MONOGRAFIA DE UM BAIRRO
Quem ainda não leu uma monografia de bairro e não percebeu que pesquisas e estudos que focam a historiografia de uma região específica, acabam por realizar uma das tarefas mais valiosas da investigação socioambiental?
Mapear a história, a geografia, a ecologia, a sociologia, antropologia e economia local, sua comunidade e registrar por entrevistas e fotos, documentos e mapas, resgates de memória e levantamentos iconográficos valiosíssimos, como os feitos pela historiadora Maria Aparecida Lacerda Duarte Weber e pelo genealogista Sérgio Weber, nesta obra que exemplifica como a educação ambiental, que é transversal e interdisciplinar, pode valer-se de trabalhos assim, para melhor estruturar, ações como a Agenda 21 local (do pedaço)!
A Triângulo (OSCIP) de Santo André-SP, que atua em ações na comunidade local e na Capital com a reciclagem de óleo de cozinha, produção de sabão ecológico e educação socioambiental também com sua revista informativa "Ambiente Urbano", a qual já comtempla uma seção que destaca a história de bairros paulistanos, valorizando esta abordagem reveladora da vida urbana.
As ecovilas, os ecomuseus (que são bairros vivos e tombados) e as vilas históricas já são provas de que não dá mais para ficarmos parados e deixarmos o passado de uma comunidade no esquecimento, pois se isso ocorre, a ecologia urbana local se perde junto com a identidade do bairro.
A especulação imobiliária irresponsável, quando se apropria de informações sobre a história dos bairros, costuma deformar a realidade local em detrimento de interesses mercantilistas, que geralmente matam a verdade e percepção local, perturbam a harmonia e desrespeitam a história da região.
Assim, como já mencionei em outro artigo sobre os "Biomapas", conhecer e preservar a memória dos bairros será a grande contribuição para o entendimento da dinâmica da ecologia urbana e humana e suporte para o planejamento da cidades do presente.
Foto: (Capa do livro) Campo Belo: monografia de um bairro - 2007 - Ed. Estação Liberdade - SP.