domingo, 16 de março de 2025

COP 30 - BELÉM DO PARÁ 2025

 Estamos a oito meses da COP 30, que será este ano em Belém do Pará!

É a maior conferência anual mundial sobre mudanças climáticas, que ano passado na COP 29, foi em Dubai, também é conhecida como a Conferência das Partes, formada pelos países-membros envolvidos e co responsáveis por assumirem e assinarem o acordo de metas de mitigação e redução dos índices de degradação socioambientais do planeta. 

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável direcionam as metas para governos de todas as nações buscarem ações afirmativas e concretas para serem alcançadas na agenda mundial até 2030.

A edição deste ano coloca o Brasil em destaque como liderança na agenda mundial ambiental, uma vez que os Estados Unidos estão ausentes nesta discussão sobre as emergências climáticas e se colocam como distantes das negociações e compromissos, saindo do acordo de Paris e reforçando uma postura negacionista, mesmo tendo a ciência comprovado todas as questões macro climáticas em curso no planeta. 

O estado do Pará, que representa uma porção significativa da Amazônia oriental brasileira, revela uma carência de investimentos socioambientais por parte do governo federal e agora ressurge desde os últimos investimentos em 2014, devido a Copa do Mundo de futebol em que o país foi sede do torneio, que não se tinham mais ações federais de incentivo à sustentabilidade região. 

Os mais antigos e históricos museus de história natural, botânica e antropologia da região Amazônica, como Museu Emílio Goeldi e Parque Rodrigues Alves ou mesmo mais recentes como Parque Utinga e Mangal das Graças, são patrimônio nacional e merecem mais atenção e investimentos, assim como as áreas de preservação e conservação dos biomas de mangues, estuários, matas ciliares, de igapó, igarapes, capoeiras e ribeirinhas, Marajó e todas as riquezas naturais da Amazônia, para além da COP.

O turismo sustentável, que se baseia em um turismo social de base comunitária será essencial para o momento em que o país se encontra diante da realidade e responsabilidades como signatário e anfitrião desta histórica conferência mundial. 

Assim, o trabalho da sociedade em comunidades participativas no território deve ser o foco mobilizador das futuras ações locais e nacionais, onde toda sociedade e instituições públicas e privadas são responsáveis pela construção de uma agenda de trabalho urgente que não deixe ninguém para trás. 

Vamos renovar Agenda 21 local e as metodologias de biomapas e mapeamentos biorregionais para juntos transformarmos a realidade e adiarmos o fim deste nosso mundo, como diz Ailton Krenak?

ODS 11 a maior urgência planetária!

Áreas Verdes Saudáveis e Acessíveis para todas as pessoas!

domingo, 14 de janeiro de 2024

Inteligência Artificial (IA): quando ciber-companheiros começam a conviver entre nós!

Robôs: exposição sobre inteligência artificial - Japan Haouse (SP)

Fonte: foto de Octávio Weber Neto, SP, jan., 2024.

Quando começamos a ouvir falar de IA, era algo surreal, fora de nosso alcance, era parte de um filme ou obra de ficção científica, como em Odisséia 2001 e Hall, aquele "olho vermelho", assim como em George Orwell e o "Big Brother" em sua famosa obra 1984, onde é enunciado aquele controle de um Estado que tudo sabe, a crítica e vigilância entre as pessoas, suas informações, dados e pensamentos, colocando a sociedade a refletir sobre o que é liberdade e igualdade social, como seria o controle sobre a liberdade humana incontrolável...

Hoje, cada dia mais, estamos conectados desde a vinda da Internet (anos 1995) em nossos smartphones, nas redes sociais, na comunicação incansável, nos hipertextos, hiperlinks e informações em excesso, cercados de dados, fluxos de informação sem limites, roubo de dados, doenças e depressão advindas deste excesso, nascimento de serviços que nos analisam, os logs e algoritmos nos mapeiam e nos conhecem um pouco mais a cada segundo...

Lexia, Cortana e Chat GPT...Até onde chegaremos mesmo diante de leis e preocupações com a ética, verdade e seriedade, diante do imediatismo, das fakenews, da darkweb, das montagens virtuais e do crescente volume de metadados, nuvens e crimes digitais, que caminham para reduzir a força da democracia, da pesquisa, da presença especializada de trabalho humano na indústria, transformando-a e substituindo-a em robôs, automatizando, criando autômatos reais, ciborgues, brinquedos e servos robôs, criando biônicas, órteses e próteses cada vez mais tecnológicas e integradas ao orgânico e devolvendo movimento e sentidos às pessoas com deficiência, visão e fala mediada, criando órgãos artificiais, supercomputadores cerebrais, nanociência, neurociência digital e nanorobôs, para substituir remédios, cirurgias e mediações humanas...

De um lado, há ciborgues que nos ajudam e nos ajudarão a desde limpar a casa, como sonhávamos nos "Jetsons", com robôs que nos acalmam, nos fazem companhia, nos ensinam, nos recebem, nos servem, nos guiam, realizam cirurgias, atividades remotas, trabalham duro em serviços pesados e perigosos, manutenções espaciais e radioativas, desligam bombas e enfrentam incêndios, temos drones que salvam vidas, organizam filas e tumultos em crises e pandemias, até ciborgues e drones que farão a guerra, o policiamento e discutirão nossa vida e liberdade.

Até que ponto podemos evoluir colocando estas tecnologias mais como companheiras de nossa existência, concebendo-as com ética e respeito, colocando limites e democratizando estes acessos e serviços, do que criando-as para serem mais um mero capricho de controle e manutenção do ócio mais uma vez de minorias que seguem, muitas vezes sem a visão de que um planeta depende de uma sociedade multiespécie, incluindo as vidas não humanas e as tecnologias da inteligência artificial como membros interdependentes e nunca acima de nós ou inferiores. Isso já seria um avanço considerável da humanidade, pois criar seres e coisas que nos ameacem seria o mesmo que seguir criando bombas, armas, guerra biológica, poluir, desmatar, trair nossa inteligência e continuar sendo um mundo urbano e cada vez mais artificial...

Não me surpreenderia se um dia descobrirem que a IA é mais humana que muitos de nós...

Não me surpreenderia se um dia descobrirem que a IA é mais humana que muitos de nós...

Não me surpreenderia se um dia descobrirem que a IA é mais humana que muitos de nós...

Ops...falhou...

Fonte: foto Octavio Weber Neto, SP, 2023.


 

Plante agora: a floresta está em sua mão.

São Paulo (capital) tem 03 viveiros municipais, mais de 1200 praças, várias delas fazem parte do projeto "Adote uma Praça" da SVMA (Secretaria do Verde e Meio Ambiente|), com mais de 114 parques municipais, entre urbanos e lineares! Um Jardim Botânico histórico com espécies de diversos lugares do mundo e fazendo parte do Parque do Estado Nascentes do Ipiranga, integram a maior floresta urbana do mundo, a querida Mata Atlântica, com mais de 8 mil Km² de área verde ainda resistindo na cidade e no estado de São Paulo.

O paisagismo funcional é um conceito de planejamento de áreas verdes urbanas para todas as pessoas, onde se pensa em espaços verdes e plantio de árvores e vegetação que permita o fluxo e fruição de pessoas com e sem deficiência nestes espaços da cidade, com árvores e arbustos ornamentais, frutíferas nativas, palmeiras, herbáceas, aromáticas, ervas medicinais, flores melíferas e que promovem a vida de diversas espécies de insetos como abelhas e outros polinizadores como pássaros, beija-flores e mesmo morcegos.

Cidades inteligentes, sustentáveis, verdes e acessíveis são algumas das metas da agenda até 2030, dentro dos ODS (ONU, 2015), para planejarmos e construirmos nosso futuro comum.

Curtir estes espaços de forma multissensorial e poder passear nestes bosques, sentir texturas de árvores, folhas, sentir aromas de flores, a sombra, o frescor, umidade e temperaturas amenas da vegetação, mesmo estando em plena cidade de São Paulo é entender que garantir o verde do planeta, amar e preservar as florestas, é uma atitude que está em nossas mãos! Basta plantarmos, dispersarmos sementes, trazermos de volta o verde nas praças, nas ruas, nas calçadas, nos parques de nossas cidades.

Vale a pena conhecer projetos de paisagismo urbano, como a "Floresta de Bolso", uma iniciativa em parceria com diversos setores da sociedade na cidade, que junto com o paisagista Ricardo Cardim, vem povoando de verde nativo em pouco tempo, renascem e revegetam novos bosques urbanos de nativas, que já podemos dizer que serão o futuro do verde e saúde da cidade.

A cada árvore que morre, que cai após uma tempestade e daqui para frente, teremos cada vez mais mudanças climáticas e aquecimento extremo nas cidades e mesmo ameaças aos ecossistemas como Pantanal, Cerrado e Amazônia...Não podemos ficar de mãos atadas e braços cruzados...

Cada semente que você tiver em sua casa, em sua mão, após comer uma fruta, procure fazer dela uma mudinha desta planta, devolva esta vida que lhe agraciou com um alimento, que ela volte a viver na terra, adube, plante, deixe-a crescer e tirar a poluição do ar, trazer paz, saúde, alimento, sombra, amizade, orgulho, uma história para contar, uma árvore ou planta para ser sua companheira, termos uma cidade mais verde! Seja uma laranja, uma uva, um abacate, um mamão, um cajú, uma melancia...uma grumixama...conto contigo neste verdejar!

Plante agora, a floresta está em sua mão!

#florestadebolso 

Antropoceno ou Plantationceno? O que define nosso futuro incerto?

Fonte: foto de Octavio Weber Neto, Vila Guarani/SP, 2008.

O atual período geológico histórico do planeta, definido e aceito cientificamente em 2019, que denomina este momento da humanidade em que estamos vivendo ou sobrevivendo, é identificado como Antropoceno. Esta Era, coloca as ações antrópicas como ao centro das mudanças biogeoquímicas e climáticas mundiais e que definem o rumo do planeta Terra para os próximos séculos. 

Porém, uma discussão que gera uma nova e importante problematização deste conceito é a de que esta definição, de forma curiosa e polêmica, não sinaliza e destaca que são as escolhas advindas do modelo econômico neoliberal e capitalista é que estão acabando com o nosso futuro comum e colocando em risco, em especial, a nossa existência humana, diante das demais vidas não humanas. Não seria exatamente a humanidade o centro das grandes mudanças do clima e do planeta, mas sim suas escolhas de consumo insustentáveis, sua visão de imediatismo e desconexão cega dos sistemas da Natureza.

Este senso crítico e valioso, enfatiza que na verdade o que nos coloca em uma rota de colisão, em um rumo de extinção da humanidade e de algumas outras vidas não humanas mais frágeis e próximas de nós, é esta visão colonial, imperialista, hegemônica e egoísta de consumismo sem limites, de desconexão com as demais vidas do planeta e de escolhas que se baseiam no conceito de monoculturas...

Este período em que estamos, é portanto considerado e percebido como Plantationceno, na verdade, vindo do conceito de "plantation", de monoculturas do agronegócio insustentável e não do agronegócio sustentável da floresta em pé, ou dos sistemas de agrofloresta. Pois, ao contrário do Antropoceno, ele coloca o modelo econômico dominante como sendo o centro das ameaças ao futuro do planeta. Evidenciando assim, que esta visão monocromática, nada diversa, dá manutenção para a monocultura de saberes, de plantas, de animais, de modelos de vida e de visões de futuro...Isso que está minando nosso futuro comum.

Fica aqui esta reflexão e sugestão de olharmos em nosso território, nosso bairro, nosso quintal, nossos parques, praças, calçadas e jardins e buscarmos plantar mais verde, mais diversidade, mais árvores nativas, frutíferas brasileiras principalmente, revegetarmos as cidades para reduzirmos a poluição do ar, roubarmos gás carbônico e gases de efeito estufa da atmosfera, termos mais companheiras de vida e não apenas mais sombras, mais ar fresco, menos ondas de calor, menos alagamentos, menos raios, mais qualidade de vida, mais nascentes, mais espaços verdes de saúde e zonas de escape e descompressão, valorizando e protegendo estes espaços, após tudo o que vivemos na pandemia de Covid,de isolamento social, de perda da saúde e ganhamos mais percepção sobre não estarmos sozinhos no mundo.

Vale a pena resistir, insistir em evoluir e buscar semear e plantar o verde em cada fresta e ruptura do asfalto, do concreto, nas calçadas e em meio ao cinza das cidades e suas ruínas de abandonos e falta de empatia e cuidado com o outro, para plantar futuro, romper esta impermeabilidade urbana, com raízes e rizomas de humanidade, de resistência e existência por dias melhores sempre!

Ainda dá tempo de mudarmos parte do futuro da humanidade para melhor, mas temos que agir a partir de coisas simples e possíveis. E as árvores são a maior e melhor tecnologia da Natureza para nos ajudarem!!!

#verdeurbano #ecologiaurbana
#areasverdesparatodos

Referências:
Guzzo, M.; Taddei, E., 2020.
Parra, H., 2020.
Tsing, A. 2015.
Haraway, D., 2021.

 

sábado, 19 de fevereiro de 2022

ACESSIBILIDADE EM ÁREAS VERDES URBANAS: O QUE AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA ESTÃO PENSANDO SOBRE ISSO?

 

ilustração digital colorida retangular de paisagem de parque com trilha e vegetação, onde caminham três pessoas, uma sem deficiência e pessoa negra e duas pessoas com deficiência brancas uma com prótese em uma das pernas e outra cega com cão guia.
                Ilustração com texto alternativo by: @meuuniverso_meumundo - Parque Acessível e Invisibilidade das Pessoas com Deficiência 
Bianca Marques Weber®

Reabertura do mundo digital? Sim, a retomada da vida durante esta pandemia de Sars-Cov-2 (Covid-19), que completa dois anos este ano, me fez voltar a publicar e compartilhar saberes aqui no velho, saudoso e bom blog - Bionóculo, que surgiu há mais de 12 anos e renasce com novidades em breve para trazer esperançar por dias melhores!

Este blog surgiu em 2008, ainda no início de minha vida como educador socioambiental (iniciada em 1991 e consolidada a partir de 2002 até o momento) e que muito estimulado sempre em registrar ideias e partilhar reflexões em diversos temas ambientais e transversais da ecologia urbana e humana, em tempos em que não havia Instagram, era recente o Facebook e os blogs e depois os videoblogs, havia acabado recentemente o MSN e surgido os pod cast também...uma evolução da comunicação livre digital e das redes sociais no planeta! Mas a vida ainda era essencialmente presencial e livre de pandemias graves...o planeta parecia ainda ser um recurso inesgotável...

Enfim, esta vida da quarentena social, do isolamento para uma grande maioria da população mundial, colocou em xeque esta tal "normalidade" da vida em sociedade, gerou uma ruptura na vida presencial pressuposta como inalterável dos encontros, liberdades e aglomerações.

Durante a pandemia, a vida nas cidades depende agora de serviços essenciais, de serviços remotos, do mundo virtual e da Internet para poder seguir com segurança sanitária e ampliou com isso desigualdades e distanciamentos entre as relações humanas...

As pessoas em vulnerabilidade, as que já estavam na dita "quarentena histórica" de isolamento e segregadas da sociedade, como é o cotidiano de milhares de pessoas com deficiência, ficou em evidência, se agravou na pandemia e revelou impactos profundos na vida de pessoas com e sem deficiência. Mas, claro, quem já estava em desvantagens, vivendo os desafios diante das barreiras criadas pela sociedade só vieram a perder mais ainda seus direitos e dignidade.

No mundo, são mais de 1 bilhão de pessoas com deficiência (PcD), cerca de 15% da população mundial (Relatório Mundial da Deficiência. ONU, 2010).

No Brasil, são cerca de 45 milhões de pessoas com deficiências em geral, isso representa cerca de 25% da população brasileira (IBGE, 2010), sendo cerca de 6,7% da pop. brasileira com alguma deficiência severa, cerca de 12 milhões de pessoas com deficiência (IBGE/WG, 2010/ 2018).

Diante desta situação de privação e isolamento social, grande parte da população com e sem deficiência ficou distanciada da qualidade de vida e bem-estar social de antes da pandemia, mais risco de contagio e contaminação viral em espaços fechados ou de aglomerações de pessoas e sentindo os prejuízos dos retrocessos nas políticas públicas e saudosos dos tempos de maior investimento na área social e ambiental. O que levou a um aumento no déficit de natureza entre as pessoas das cidades, do contato com as áreas verdes e frequentarem os espaços públicos culturais e de lazer, parques e lugares de natureza, mesmo no meio urbano.

Isso nos mostra um cenário dramático e urgente de repensarmos nossas escolhas e valores, que sustentabilidade queremos e precisamos ouvir as pessoas com deficiência o que estão pensando sobre isso? Como anda a acessibilidade nas áreas verdes na cidade de São Paulo e no país?

Vamos trocar ideias por aqui, escreva comentários para ampliarmos este debate!

Até as próximas matérias!

Obrigado

domingo, 6 de março de 2016

"Maledisso": crônica-sonho de um brasileiro

(arte paraense: Caio/Carlos Alberto F. S. Filho - Igarapé Açu -PA - formiga de lâmpada de poste e arame)

Outro dia acordei com a lembrança de um sonho curioso e tudo a ver com nosso contexto...

Havia entrado em uma história em quadrinhos toda em preto e branco, onde os personagens eram pessoas com rostos de bichos tristonhos...parecia um lugar agreste, faltava água, mas chovia, faltavam oportunidades, mas todos sonhavam, todos fugiam de algo que não sabiam o que era...

Todos pareciam retirantes, famílias lutando para sobreviver, nada tinha cor, sentido ou explicação...

Todos ao serem perguntados do motivo de tanto sofrimento e fuga, diziam apenas:  "o maledisso...!"

A cada instante que fui caminhando nesse mundo onde nada acontece, nada se crê, falavam de promessas, de dívidas...segui andando na contramão de todos...via que todos estavam trabalhando, pareciam formiguinhas trabalhando sem parar, mas sem saber para quem, para onde estavam indo, eram levados pelo medo... diferentemente das formigas que sabem bem o motivo de seu trabalho e direção, são unidas, são uma sociedade, não se associam a qualquer um, são organizadas diante dos desafios e perigos...isso me chamou a atenção, não fazia sentido...

Logo acordei...eureka!!!
Demorei um pouco a entender que queriam dizer apenas que "o mal é disso..."
Disso o que???
Era um povo que tinha uma vida sem futuro, limitados em sua história, como um sonho interrompido, sem sentido... Eles clamavam por acordar deste pesadelo...fugir daquele lugar onde nada sairá do papel...!!! Esse era o mal daquele povo, em não acreditar que estavam acabando com eles mesmos, por fugir de seus problemas !



sábado, 29 de junho de 2013

O futuro está escrito nas paredes do Metrô!!!

Você já reparou que por todas as paredes, vídeos, informativos e anúncios do Metrô em São Paulo, recebemos campanhas que estimulam a cidadania, o respeito, a segurança, a educação, a noção de cidade saudável e sustentável, quando notamos que um pequeno gesto pode mudar a qualidade do lugar onde vivemos e circulamos, isso pode fazer a diferença!

A ideia de sistema ecológico, onde o que cada um faz está ligado ao todo, um por todos e todos por um..., as consequências positivas como na campanha sobre reciclagem e descarte consciente e seletivo dos resíduos sólidos, nas atuais lixeiras identificadas pelas cores universais de cada tipo de resíduo, os assentos reservados aos idosos, gestantes e pessoas com deficiências físicas, obesidade ou de mobilidade reduzida, ou nas ações negativas, como segurar uma porta ou impedir um embarque e desembarque, acaba por atrasar todos os usuários, incluindo o causador do atraso...ou pior de tudo que é a depredação de patrimônios públicos de uso coletivo!!!

Claro que com tudo isso, e ainda mais a valiosa contribuição popular do Movimento Passe Livre, que ainda não é a catraca livre, como deveria ser, já que pagamos alto por tudo e quase nada temos de retorno, ao menos isso seria um começo de sinalizarmos o quanto somos atentos e orgulhosos do sistema do Metrô, mas o futuro está nos apontando que o caminho da educação ainda é o melhor investimento!!!

Fica ai uma reflexão, o governo prefere o futuro escrito nas paredes apenas com suas valiosas campanhas que tem também seu mérito ou escrito pelos cidadãos com seus desejos, alertas, prioridades e necessidades?

Intergeracionalidade: Trocas e elaborações processuais entre gerações

Desde 2007, acompanho nos trabalhos do Sesc do já aposentado e estimado pesquisador desta conceituada instituição neste assunto, José Carlos Ferrigno, autor de livros sobre Intergeracionalidade que até este ano de 2013, observou como é valioso o trabalho de registrar a produção cultural espontânea entre jovens e idosos, o trabalho processual entre adolescentes e idosos, por exemplo, dentro do Sesc é muito rico e comum, mas nos passa desapercebido muitas vezes!

Em 2012, numa visita técnica do Sesc em Granada na Espanha, diversos técnicos do Sesc S. Paulo, foram capacitados para este olhar de promover encontros virtuosos entre pessoas de diversas idades, saberes e fazeres, que trocam vivências, sonhos, habilidades, memórias coletivas e individuais e não se busca destes encontros valorizar o produto final e sim o grande foco fica no processo, nos saberes que se renovam e se reinventam!

Alguns coletivos de educadores de Sampa, como o Mapaxilográfico, onde Milene Valentir e Diogo Rios atuam também com este olhar inclusivo de mapear entornos, valorizar saberes e a sabedorias de todas as idades juntos!

Em diversas culturas temos a figura do velho valorizada, as cabeças cãs revelam o respeito dado ao conhecimento popular às tradições e às diversas culturas populares, como diz Marcelo Manzatti também, como antropólogo e estudioso das culturas do país e da integração entre as gerações, que é muito comum nos interiores e já perdida e enfraquecida nas grandes cidades.

Os Griôs, sábios contadores de histórias e tradições, realizam informalmente um mapeamento local, na busca pelos talentos, saberes, culturas, cantos e tradições orais entre velhos e jovens de uma mesma região.

Convivência também é um outro valor destacado neste debate realizado em março de 2012 e continuado em 2013, em abril a junho, com a vinda das inglesas do Magic Me, ONG que Suzan Langford estimula em suas pesquisas e ações em Londres, envolvendo também etnias e idades distintas neste trabalho processual de convivência e arte, com respeito às diferenças entre todos.

O Protagonismo social e a ética também surgem como intencionalidades do movimento intergeracional ao longo dos últimos anos e força dos projetos socioculturais que visam esta abordagem integrativa entre as diversas gerações.

Trocando cartas, fotos, jogos, memórias, brincadeiras, cantos, músicas, trabalhos e processos de saberes e fazeres... entre pessoas de qualquer idade é trazer para o debate, o quanto estamos fragmentando a sociedade em grupos apartados, que perdem o relacionamento humano, a dignidade, a saúde e o respeito por este motivo...

Os idosos foram na maioria, colocados para fora do círculo dos jovens e vice-versa...isso só trouxe prejuízos sociais e culturais.

Vamos nos intergeracionalizar, como era antigamente ?!!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Bairro - Escola: Rubem Alves

Livro: "Aprendiz de Mim!" - Rubem Alves

Um bairro que virou escola a céu aberto!
Vila Madalena,na zona oeste de S.Paulo,se tornou uma referência mundial como um modelo de bairro-escola pela UNESCO/UNICEF, com a elaboração de um plano de co-participação da comunidade desenhando e mapeando o entorno, criando trilhas educativas e complementando as atividades nas salas de aula enas famílias.

A comunidade sem fronteiras, com uma aprendizagem permanente, inovadora, estimulante e que promove a visão extra espacial com os museus vivos, que englobam bairros inteiros como seu acervo valiosíssimo!

Intervenções nos equipamentos urbanos,promovendo a preservação e conservação dos patrimônios culturais e arquitetônicos locais, mapeamento local socioambiental,suas vocações, tendências,histórias e valores,apoesia local e a valorização da rede-local e suas conurbações.

O Santo Amaro em rede promovido pelo Sesc SP é umoutro exemplo de bairro-escola.

Confira, faça seu bairro evoluir e aparecer na rede urbana, teça sua rede!

Devoção eTradição: São Judas!


28 de outubro - Dia de São Judas!!!

(foto: Octavio Weber Neto - 28/10/12 -Igreja S. Judas - Saúde - S. Paulo - Zona Sul)

Datas de santos no Brasil é algo tradicional em nossa cultura católica, onde a devoção do cristianismo é presente e forte.

Nossa cidade tem o nome de um santo, São Paulo, o apóstolo Paulo, guerreiro, a cidade de Santos no litoral com toda sua ligação histórica e São Vicente, São Sebastião...revelam a presença dos jesuítas na formação e fundação destas províncias imperiais...

As cidades de São Pedro, São Roque...Aparecida do Norte...Belém...Nazaré...

Basta passar os olhos nas mais de 50 estações de metrô de Sampa, onde o que não faltam são os tradicionais nomes de Santana, Paraíso, Santa Cruz, São Joaquim, São Bento, São Judas...

Na região leste em Itaquera, no parque São Jorge...e a devoção da nação corinthiana!!!

Assim, outro dia, 28/10, passando exatamente em frente da Igreja de São Judas, pude sentir e ver, registrar e entender como é forte a tradição regional e com as festividades religiosas reforçam isso, notei na fala do sacerdote da paróquia local que dizia ..."São Judas Tadeu ficou injustiçado e muito tempo esquecido por ser confundido com o outro Judas..." ficou claro para mim como é importante as pessoas se apropriarem das ruas, dos espaços públicos, dos eventos locais, da cultura e costumes populares do país, pois neles existe a possibilidade do exercício da convivência e o uso dos espaços para os saberes, para a reflexão, para os ensinamentos filosóficos a qualquer hora, em qualquer lugar, como era antes...cultura de todos e para todos!!!

Viva São Judas, o padroeiro da Zona Sul !!!

Aquecimento Global dos Preços Horti-fruti - Educação Ambiental na prateleira dos Supermercados


Gente vocês já repararam o quanto subiu desde novembro de 2012 os preços de horti-fruti principalmente, até o momento, em fevereiro de 2013?

Pois é, a justificativa ainda que seja associada aos efeitos climáticos do aquecimento global, que está trazendo mudanças climáticas de temperaturas, degelo, frio intenso e ondas de calor com estiagens inesperadas nesta década...chuvas intensas em outras regiões...notamos que o "preço" que pagaremos será realmente alto e pesado...os custos ambientais nas cidades e no meio rural sofrerão a pressão deste desequilíbrio, mas até que ponto estes aumentos são reflexo direto disto tudo? Há oportunismos?

Onde está a tecnologia que dará conta de frear esta pressão das mudanças climáticas?

Quando daremos atenção e preservaremos os serviços ambientais, que são gratuitamente prestados à todos os seres vivos incluindo nós...?

A valoração dos serviços ambientais já anda sendo discutida em fóruns reservados, como proposta de serem cobrados futuramente...

Precisamos cobrar maior atenção da sociedade e dos governos quanto ao uso consciente das águas e dos solos, temos que cobrar políticas públicas quanto ao uso e acesso aos corpos d'água e terras nacionais, incentivar a agricultura familiar, preservar os rios, matas ciliares, as represas, nascentes, poupar água sempre! Ainda não se calcule e se cobra pela água que está embutida nos alimentos que consumimos!!! Nas crises e estiagens é que notamos que isso já está existindo e sendo repassado...

O pior é nada ainda estar sendo feito para preservar as águas e solos...se raros ficarem, nós é que pagaremos como sempre...E isso é justo? Falta consciência socioambiental para isso!!!

Nas prateleiras dos supermercados é que deveriam estar as escolas do consumo consciente!

Governantes: Podem nos chamar! Convoquem os biólogos e educadores ambientais para isso!!!

GAIA

Recomendo ler o livro: "The Revenge of Gaia" de James Lovelock.

Temos que buscar nossa simbiose com o planeta Terra, nosso religare, religando-nos com nossa missão e função ecológica perdida há tanto tempo...

Gaia é um grande ser vivente, que como todos os demais seres vivos, incluindo sua escala e magnitude ecológica, tem seus ciclos, momentos e responderá sempre ao que lhe fizerem de bem e de mal!

Escolha como quer tratá-lo, mas não se esqueça que estamos nele, moramos nele, dependemos dele para viver e já estamos sofrendo as consequências de nossas escolhas...O Planeta não depende de nós...Façamos a escolha certa...!!!

Pensamento Sistêmico Socioambiental

Para 2013, a necessidade de abrirmos mais espaço para debater sobre o pensamento complexo e sistêmico, colocar em prática os saberes que Morin, Bauman, Sachs e tantos outros filósofos e pensadores contemporâneos tem feito sobre a ecologia humana e urbana que desafiarão e pressionarão as tomadas de decisões da sociedade que vislumbra a economia verde como saída para o desenvolvimento dos emergentes, minimizando os impactos socioambientais que ainda teremos que superar, diante do aquecimento global e os efeitos estufa acentuados de nossa Era...

(foto: Octavio Weber Neto, Sesc Bertioga/dez-12/jan-13)
Como já venho lendo e refletindo desde 2008, percebo que teremos que investir a curto e médio prazo, urgentemente em temas como:

Hospitalidade
Gentileza
Respeito
Ética
Governança
Excelência nos serviços de educação e saúde
Sustentabilidade
Qualidade de Vida
Acessibilidade
Flexibilidade
Gestão de Conflitos
Gestão da Mudança
Resiliência
Infraestrutura
Encantamento e Turismo Social
Hotelaria e centros culturais em locais estratégicos
Segurança Alimentar
Nutrição e Saneamento básico
Lazer para todos
Esporte para todos
Espaços inclusivos e acolhedores das diversidades
Memória e museologia educativa
Produtos nacionais
Artesanato local
Mídias sociais inclusivas
Protagonismos sociais
Políticas públicas
Educação socioambiental
Transporte público de qualidade e agilidade
Centros modais de transporte
Economia solidária, justa e sazonal
Justiça social
Cultura da Paz
Gestão ambiental
Permacultura
Agricultura familiar
Urbanidade
Cultura indígena nacional
Energias renováveis e limpas - eólica e solar
Escolas, praças, ruas, reflexão e poesia...
Crianças se desenvolvendo com segurança e velhos ativos...

Enfim, precisamos de todo mundo...
O sal da Terra...Amor...e boas energias para o despertar desta nova consciência!


"Economize água, poupe papel, consuma a paz, gaste carinho, não polua sua vida!!!
O amor ao ambiente em que vivemos é uma energia alternativa renovável!!!
Recicle conceitos e atitudes, somos parte desta ecologia urbana!!!"

Octavio Weber Neto - Pensamentos socioambientais, 2008.

SAMPA:459 anos!!! Na visão de Fotógrafos Amantes e de Amadores!

25 de janeiro de 2013...Viva São Paulo! 459 aninhos!!!
(Foto: Octavio Weber Neto - Serra do Mar - Mata Atlântica - Rod. Anchieta - 27 de Dez/2012)

Dezembro e Janeiro das chuvas, dos invernicos cada dia mais comuns, frio e calor convivem e as garoas que fecham muitas das tardes até março, reforçam os 459 verões que já passamos e os 40 que já passei junto com Sampa, nesta cidade tão cosmopolita, gigante, fria nos espaços, quente nos encontros, confusa nas suas ruas e vias, incrível na sua arquitetura e gente, violenta no seu barulho e silêncio noturno, esguia e misteriosa nos seus becos e guetos, rápida no seu metrô e nas calçadas, lenta nos carros e na justiça social, luminosa nas noites, escura nas políticas, acolhedora nos braços que conduzem e abandonada nos corações dos tantos que já passaram e lucraram ou faliram ao explorarem-na...

Bem..., na foto acima mostro um link da Capital com o litoral, as vias, as matas da serra, as brumas de um vale longe, os rios...o novo, o velho e o mar, da janela de um ônibus intermunicipal, descendo a serra para Bertioga... Eta Sampa querida, jamais te abandonarei...!!!

Acolhemos sim, terra da diversidade e da biodiversidade!

Para homenagear-te transcrevo aqui trechos de artistas que aqui revelaram seu amor e reflexão pela cidade, como Cristiano Mascaro, fotógrafo e artista urbano, um admirador desta megalópole...

"Não temos a topografia do RJ, não estamos debruçados sobre o mar como Salvador...,
Não podemos apreciar um belo e gigantesco rio como Manaus ou Belém...
São Paulo pode até não ser bela..., mas é um gigante, um fenômeno urbano superlativo...
Um caleidoscópio racial e cultural como poucos no mundo!!!"

Outra citação vem de Miguel Rio Branco, também fotógrafo espanhol, o que nos sinaliza que este tipo de profissional com sensibilidade artística e poética no seu olhar ao clicar as cidades, buscam revelar as entranhas e personagens das urbanidades contemporâneas e Sampa não poderia ficar de fora...

Nascido na Espanha, sotaque português, vive na França e já morou no Brasil justamente em S. Paulo onde se sente mestiço, viajante, nômade, cosmopolita e um mutante sem identidade...

Compara a vida urbana desta cidade, com raízes aéreas que não se fixam, mas sobrevivem por serem libertárias e menos regionalistas...uma urbe aberta e talvez majestosamente vulnerável...

Aprendeu por onde passou, incluindo S. Paulo, vê a televisão como uma máquina dominadora e imperialista do consumismo sem consciência e gorduroso das grandes cidades que devora a identidade delas...falta percebermos a busca por qualidade de vida...

Cidades se tornam lugares vazios de solidão e insegurança, mesmo os índios, segundo Miguel Rio Branco, estão buscando as cidades e todos indo pra lugar nenhum...!!!

Precisamos buscar resgatar e registrar as memórias e identidades desta nossa querida São Paulo, trazer a tona nossos valores e tradições paulistas e paulistanas...

Como eram nossos costumes, comidas, canções, roupas, falas e marcas que nos fizeram referências históricas do sudeste, já pouco conhecidas e apagadas pelas mídias hegemônicas???

O virado-a-paulista, o guarda-chuva, o chapéu, a educação cortês típica de nossa gente, o cafezinho na esquina, Adoniran, as garoas, nosso sotaque regional os erres da fala, as cachaças e a cana-de-açúcar, a mandioca frita, a batata-frita, o pão francês, o pastel, chop e churros, a macarronada, o vinho e um bom sushi ou iakisoba...viva a diversidade( de ver cidade) cultural!!!

Até mesmo o Porto das Naus pequenas, em São Vicente - SP, que é a primeira municipalidade do país e que poucos sabem de sua existência histórica, este local citado nas pesquisas e iconografias registradas pelo pesquisador Sérgio Weber da ASBRAP, santista de nascimento e paulistano de residência há 80 anos! Revelam o valor de nossa história local como parte do todo nacional!

Parabéns!!!

Desenvolvimento de Pessoas - T&D Sesc SP

 
 
 
DESENVOLVIMENTO DE PESSOAS E INCLUSÃO SOCIAL
 
 
Fazer parte de uma equipe de desenvolvimento de pessoas, planejar e executar treinamentos nas instituições e empresas nos dias atuais é tarefa nada fácil e algumas vezes ingrata, pois nem sempre é reconhecida e entendida por todos.
 
 
Há 4 anos atuo no setor de educação corporativa do Sesc na equipe de treinamentos presenciais, conhecer com clareza as necessidades e os objetivos de desenvolvimento dos funcionários, como nossos clientes internos, é o foco diário dos analistas para dar suporte às diversas formas de desenvolvimento de pessoas. Cursos, Treinamentos, Trilhas de desenvolvimento individual, Programas para gestores/lideranças, visitas-técnicas, estágios, reuniões técnicas, sensibilizações e campanhas de inclusão e acolhimento às Pessoas com Deficiência no ambiente de trabalho.
 
 Fernanda de um grupo de artistas contratados de Piracicaba - Grupo Laboratório Garapa, que trabalham com esquetes educativas sobre temas de saúde e meio ambiente para instituições e empresas como o Sesc SP, atuando conosco em atividades para os funcionários na semana da alimentação saudável em outubro/2011.
 Octavio, Karina, Cinthya, Daniela e Elaine parte da equipe T&D do Sesc SP: educadores e gestores socioambientais, comunicólogos, especialistas em EAD, pedagogos, psicólogos especialistas em TI, administradores de empresas que atuam desenvolvendo lideranças e programas de desenvolvimento de pessoas e equipes nas Unidades .
 Parte da nossa Gerência de Pessoas - GEP do Sesc SP trabalhando na homenagem aos veteranos de 20 e 30 anos de casa em dez/2012.

 
Alguns espaços que usamos, onde ocorrem capacitações, cursos e treinamentos em diversas áreas, como a físico esportiva, geracional, artes, idosos, alimentação, saúde, meio ambiente, memória e acervos, diversidades, turismo social, mesa brasil, programas socioeducativos para jovens e crianças...a preocupação pela qualidade de vida, bem estar social e desenvolvimento das pessoas e profissionais, com a valorização profissional!

O que te Move???

O que te move para um 2013 de transformações???

O que nos provoca a mudarmos nosso modo de ver, ser, pensar, refletir e agir?

O que nos faz Feliz? Não, não responda...faça novas perguntas!!!

Pois é, a vida sempre foi mais interessante quando fazemos perguntas, mais que as respostas, elas nos movem...

Foi assim que virei de 2012 para 2013, no Sesc Bertioga, foi ímpar a oportunidade de poder estar lá, curtir ambiente tão belo e ainda mais com esposa e filha juntos!!!

A programação da Unidade Bertioga segue até 8 de  março e traz o tema e pergunta: "O que te move???"

Um videomapping noturno com cenas da vida cotidiana é projetado nas janelas de um dos prédios do Sesc Bertioga, poemas, frases, sorrisos e bons momentos surgem nos tocando a refletir o quão bela e valiosa é a vida em cada pequeno momento...estar ali, não volta mais, curtir ou se arrepender...só depende de cada um de nós...!

É tempo de escolher...!!!

O mar e seu vai e vem de ondas, aves, ventos e calmarias nos colocam mais tempo na areia da ampulheta, despertam nosso ócio, para sermos tocados e relaxarmos...o que nos move e que nos faz seguir em frente?

Como andamos usando nosso tempo livre? Usamos a favor do que nos impulsiona e nos motiva a vivermos? A felicidade é um raro momento, não é comum, assim acredito que não estamos atrás dela e sim dos momentos...ainda que raros...

Um dos símbolos do evento é um barquinho de origami de papel, que sugere nos levar ao vento...na imaginação criança, marota, sem limites...que nos move!!!

"O que faz o barco navegar na verdade não são as velas e sim o vento que não se vê..."

Em outros barquinhos de papel podemos colocar frases, poemas e pensamentos que quisermos compartilhar pendurados em cordinhas que vem do teto na entrada do delicioso restaurante...que nos restaura mesmo após caminhadas e passeios pela praia e arredores a cada dia...dias tão simples, porém inesquecíveis...isso que nos move!!! Viver com sentido!!!

Fica aqui um poema que lá fiz para quem quiser ler e refletir...

"Move
love, inove
movere, mover
moving
mo-ver
morrer
motiva-vê
motora
loco-motora
locomover
louco para ver-agir
mover - fugir
o que te move?
o que queres ver e ser?
mude - transforme
basta crer!!!"
(fotos: Bianca Marques Weber)

OWN/02-01-2013

domingo, 27 de maio de 2012

TELETRABALHO : Como o mundo do trabalho está se preparando?

O TeleTrabalho é o mesmo que trabalhar utilizando-se de recursos on-line, a distância do seu posto de trabalho, ou mesmo trabalhar em casa, mas acessando todos os seus sistemas corporativos.

O teleTrabalho ainda é um termo novo, os patrões, chefes e mesmo os funcionários ainda estão se adaptando a este novo estilo e possibilidade de trabalho mediado por tecnologias a distância.

O Ministério do Trabalho também ainda está, aqui no Brasil, aprendendo a lidar com as novas situações trabalhistas que isso implicará, pois sempre ocorreu este tipo de situação de certa forma, desde os tempos em que trabalhar por telefone e fax fora de seu local de trabalho e de casa isso já ocorria. Atualmente, claro, os recursos aumentaram as possibilidades do trabalho a distância, pois temos o celular smartphone, o notebook, a Internet, o e-mail, as videoconferências via IP. TV, as teleconferências via TV a Cabo, as videochamadas pelo Skipe e IPhone ou Itouch...Segunhdo a lei 12.551/2011 o teletrabalho é qualquer atividade de trabalho formal que ocorra no domicílio do empregado ou fora do ambiente de trabalho, geralmente mediado por alguma tecnologia de comunicação a distância, também dito trabalho remoto, que significa, literalmente, trabalho à distância.

Bem, sem falarmos nas novas possibilidades da aprendizagem mediada por tecnologia (AMT), que são a nova onda dos antigos cursos por correio, que o SENAC e IUB faziam desde os anos 70 e ainda alguns realizam, mas que agora já com o incremento das novas mídias da Internet e os EADs, Ensino a Distância!

Estamos em plena "Era do Conhecimento", a Gestão do Conhecimento precisa ser difundida dentro do ambiente corporativo e institucional, como forma de crescimento e conhecimento permanetes e globais. As tecnologias podem nos ajudar, mas não devem ser mais importantes que as pessoas e nem serão substitutas do aprendizado vivencial e presencial, apenas otimizar-se-á o tempo do saber de modo mais estratégico, com foco no aluno e de olho nos resultados e metas da empresa!

O mundo do trabalho agora se mescla com o da aprendizagem, finalmente não são algo mais fragmentado e as novas tecnologias ajudam a ser possível e viável disto ocorrer de modo integrado e simultâneo, a questão ainda é saber como os gestores tanto dos cursos on line, como os gestores dos funcionários entenderão que o funcionário estará em horário de treinamento ou de um curso EAD, mas estando em horário de trabalho, presente na empresa e ao mesmo tempo ausente de seus afazeres imediatos, por estar em treinamento, por exemplo. Outra situação será o funcionário estar em casa, mas em treinamento on line! Os novos softwares e plataformas LMS já dão conta de administrar isso com certa tranquilidade, pois tem como gerenciar cada funcionário, cada curso e cada trilha de conhecimento que esteja sendo avançada por cada colaborador ou gestor. Isso melhora o entendimento de educação permanente, de coaching, mentoring, carreira e permite à instituição avaliar e migrar para a gestão por competências e meritrocracia de forma mais transparente e coerente.

Sistemas como o Moddle, SABA e outros do mercado, nos revelam que é possível customizar para as necessidades de cada empresa e adaptar as plataformas e licenças conforme os interesses dos dirigentes de cada empresa, focando no negócio e nas metas que se quer chegar.

Investimentos neste segmento levam diversas empresas a melhorarem seu desempenho, registrarem mais seu conhecimento interno, gastam menos com colsultorias externas, valorizam mais seus instrutores internos e ainda acabam ampliando a rede de contatos com o mundo acadêmico e até mesmo com os antigos concorrentes e passam a ser parte da rede de conhecimento e de trocas de saberes pelas redes sociais, fóruns profissionais e sistemas de inovação integrada em ambientes virtuais.

Os setores antes chamados de T&D, estão migrando paulatinamente para os SECs - Sistemas de Educação Corporativa, que já atuam com o teletrabalho e os cursos estratégicos on line via AMT e a gestão por competências.

Vale aqui lembrar que diversas revistas e artigos neste semestre tem apontado que o teletrabalho juridicamente ainda é algo novo e que o bom senso de gestores e trabalhadores deve ser o diferencial para a implantação, pois muitas vezes estamos usando o horário do trabalho para coisas pessoais, logo podemos destinar nosso tempo também para coisas do trabalho e aprendizado, extra local/horário de trabalho, como forma de liberdade e compensação, mas tudo deve ser na medida certa e com sensibilização prévia dos custos e benefícios desta modalidade e ciência de ambas as partes, dentro das leis trabalhistas e do bom senso, sem excessos, ou abuso do espaço-tempo da vida pessoal dos funcionários...

SUA ESCOLHA DESENHA SEU FUTURO...!

"Sua escolha, desenha seu futuro...sua escola, depende de seu olhar!"

A cada dia percebo mais e mais que conforme nosso olhar se apura, nossa visão de mundo se amplia e assim seguimos construindo novos pensamentos e aprendizados que vão se tornando ao longo de nossas vidas uma escola de conhecimentos incríveis e até poéticos, pois estão no contexto e intimidade do cotidiano, por isso fazem sentido...

Outro dia, conversando com um amigo no SESC Belenzinho, o Damasceno, grande pessoa na sua simpatia e cordialidade, contou-me sobre uma história de criança que muito lhe ensinou sobre saber ler e respeitar os sinais da natureza.

Falávamos sobre a meteorologia que atualmente mesmo com tanta tecnologia ainda erra muito na precisão dos fenômenos naturais como chuvas, terremotos e tsunamis e que poucas pessoas hoje sabem ler o céu e saber se vai chover hoje, ou se vai cair logo a chuva, de onde vem a chuva de seu bairro, norte, sul, leste ou oeste, para que lado sopra o vento, que nuvem é aquela...? Enfim, a constatação de quanto isso é valioso e já desapercebido, surgiu uma reflexão nesta história que ele me contou e que compartilho com vocês!

" Certo dia meu pai ia caçar e foi longe, até a beira do rio já quase seco na estiagem típica do nordeste, para caçar talvez uma capivara ou uma raposa...e logo encontrou uma raposa na margem seca do rio...hesitou em atirar para caçá-la...por um instante sentiu que algo estava ocorrendo e ele não entendia...

De repente, ele notou que a raposa era uma fêmea e estava a retirar um por um de seus filhotes da toca e levá-los para bem longe dalí...observou, pensou e desistiu de atirar e voltou pra casa desanimado, mas curioso...

Ao chegar em casa logo perguntou para seu pai, meu avô, o motivo de uma raposa em pleno final de seca perder tempo em tirar seus filhotes de perto do já raro filete de água do rio...e ele um mero caçador de sobrevivência, ter hesitado em atirar nela...pobrezinha...

Ai meu avô, virou-se e disse, que bom meu filho que não atirou, pois esta raposa estava apenas pressentindo a chegada da cheia do rio, com as chuvas que já deviam estar caindo na cabeceira da nascente do rio, bem distante, mas que este animal por instinto e sabedoria, já estava se preparando para salvar seus filhotes da enchente de fim da seca...!!!! Nossa meu pai nunca mais esqueceu deste aprendizado que a natureza lhe deu, mas tudo dependeu de um olhar atento e de uma escolha sábia..."

Olha que bela história, vale como um conto natural, factível, uma mensagem que com os tempos vira um ditado popular, nascido de uma bela observação da natureza!!!!! Isso é científico ou apenas uma variação do folclórico?

Acredito que no momento que passamos a usar este fato, que vira conto e que depois pode ser usado como um alerta cheio de lirismo e folclore, do tipo...Olha se você matar um animal na beira do rio na seca, poderá não chover mais na região...ai sim é nascer talvez o folclore como forma de representação social e cultural dos valores do saber popular, como no ditado popular que comprova um fenômeno, reafirma uma lei ou proíbe e determina regras de um jeito sutil a partir da crença e conhecimento local.

Contos que encantam: Viva a sabedoria Popular!

CDR: Combustível Derivado de Resíduos!

CDR - Você já ouviu falar nisso?
São os Combustíveis Derivados de Resíduos Sólidos em geral, são uma grande alternativa para o Ano das Energias Renováveis, pois na Europa é que foi desenvolvido este sistema alternativo de produção limpa de combustível a partir de lixo, onde o Brasil acaba de adquirir um exemplar desta gigantesca máquina de beneficiamento de resíduos sólidos para testes no setor privado de produção de matéria prima combustível para geração de calor em fornos industriais e fornalhas de siderúrgicas, metalúrgicas e setor papeleiro ou cerâmico.

O equipamento, foi batizado de "Tiranossauro" por seu tamanho e formato longo, com uma "mandíbula" poderosa que tritura qualquer tipo de resíduo sólido, concreto, sofás inteiros, pneus, entulho e lixo em geral ou restos de árvores e varrição foram testados e já produziram uma montanha de detritos peneirados e triados, que podem virar adubo, material para construção e combustível para fornos!

Só faltam compradores no Brasil para este incrível e revolucionário combustível alternativo, o CDR!!! Deveria haver isenção de impostos para este tipo de iniciativa, poderia haver projetos da Petrobras ampliando estas pesquisas e quem sabe um empresário como os da Votorantim e Aike Batista invistam na produção de um equipamento como este na versão brasileira!

ANO INTERNACIONAL DAS FONTES RENOVÁVEIS DE ENERGIA - 2012

No ano Internacional das fontes de energia renovável, as energias limpas, podemos dizer que nada de avanços concretos tivemos no Brasil, a não ser a polêmica noção de que investirmos nas hidroelétricas apenas, por serem um projeto de produção limpa de energia elétrica, mas que hoje sabemos que os impactos socioambientais são tão grandes e incalculáveis quanto os demais meios de produção de energia...

Em outras palavras, nossa existência, nos padrões atuais de conforto e tecnologias de automação e produção no planeta obrigam e pressionam a tomadas de decisão sempre urgentes e com muitos equívocos, pois sempre causarão impactos ambientais, sociais e econômicos brutais!

Somos 7 bilhões de habitantes sobre a superfície deste querido planeta Terra, o país com a maior população no momento, que é a China, tem apenas mais de 1 bilhão destes habitantes em seu território ou já migrando...as decisões deste país são de consumo imediatista, mega produção para crescimento e enriquecimento a qualquer custo...usam todos os tipos de produção de energia, incluindo carvão!

A matriz energética do Brasil é apenas mais limpa, por ser essencialmente de hidroelétricas, mas precisamos investir na verdade em um leque maior de opções de matriz energética renováveis, limpas e sustentáveis...uma delas que pouco investimos é a eólica (dos ventos), a solar então é absurdamente combatida e os argumentos são criminosos, pois nos lugares do país onde mais temos sol o ano todo, são ditos como lugares de baixo índice de interesse em energias alternativas como a solar por chover demais, como Amazonas e Pará! Isso é um exemplo de como é tendenciosa a mídia e os investimentos sempre se concentrarem nas zonas comerciais e de alto consumo e produção por consequência, mas esquece-se de que poderiam ser polos produtores de energia limpa! Baixo impacto socioambiental!

Belo Monte é um exemplo, junto com Balbina e Angra I e II de investimentos equivocados, falta de ouvirem e respeitarem as comunidades locais, desrespeito à sabedoria popular local em detrimento de geração irresponsável e desnecessária de energia para ser escoada para outras regiões do país e da América Latina! Podendo ser outras soluções energéticas mais limpas e menos impactantes...

Após o tsunami e o acidente no japão em Fukushima, ficou evidente que até mesmo em um país exemplar quanto a seriedade e boas práticas éticas com relação à população, governo e meio ambiente, tiveram o maior problema de vazamento nuclear de sua usina litorânea (vulnerável como Angra) da história do país e no mundo atual, revelando que a tomada de decisão sobre a matriz energética dos países que se desenvolvem nesta década, será fundamental esta responsabilidade na escolha de novas matrizes limpas!

Mesmo o álcool da cana de açucar é um exemplo atual de engano velado, pois o combustível é limpo, sua produção é eficiente, mas no campo, nas lavouras e cana com suas queimadas, o trabalho quase escravo de alguns boais-frias, a falta de dignidade no trabalho do meio rural mostram outra faceta antes não revelada deste custo socioambiental, desta tal economia verde que mascara e enfumaça a sociedade a saber o que de fato há por detrás de cada tomada de decisão...

As escolhas que fizermos hoje, definirão nosso futuro e o de nossos filhos...
O que estamos fazendo por eles? Como estamos educando os filhos do amanhã?
Como o consumismo e a desconexão com a realidade, neste mundo cada vez mais virtual trarão de benefícios ou sequelas irrecuperáveis em nossa cultura?

As fontes de energia renováveis e limpas estão presentes no avião, na fórmula 1, nos carros que somos assediados a consumir ou eventualmente usar...ou no metrô que pegamos todos os dias, nos trens de viagem que elogiamos na Europa, mas que aqui não existem...? Onde está a discussão sobre tudo isso?

Quem conhece Paulo Saldiva, da Faculdade de Medicina da USP, sabe muito bem que os índices de partículas de chumbo na gasolina brasileira são um dos piores do mundo, o que respiramos no clímax das inversões térmicas em São Paulo, nos congestionamentos dá para matar um cardiopata!

O que a Saúde Pública tem a ver com este debate sobre energias limpas e renováveis? Tudo! Pois, a partir das escolhas que fizermos poderemos melhorar e muito a qualidad de vida das pessoas, termos mais transportes públicos coletivos movidos por água, eletricidade, gás natural, biodiesel e mesmo álcool, desde que mudemos a forma de produção do álcool nas lavouras, desde que reduzamos bastante o consumo de gasolina e derivados...! Ah, mas e o Pré-Sal? Como ficará?

Pois é, esse é outro tema essencial nas discussões da Rio + 20, pois se tudo caminhar para futuras extrações de óleo, gás e petróleo, isso não deverá ser a principal fonte do país, os royaltes em questão por estes direitos de extração, deverão se transformar em benefícios à sociedade, com educação de base, saúde de qualidade e pública, transportes públicos e renda familiar, empregos etc, mas se a ganância e corrupção se valerem destas riquezas naturais de modo irresponsável, o prejuízo será ainda maior! Por isso que muitas vezes é melhor não decidirmos por estas fontes não-renováveis e poluentes, pois já começamos errado! temos muitas outras formas de desenvolvimento, mas que dependem de um olhar ou melhor de vários olhares, da opinião pública nas decisões para serem sustentáveis!

Não adianta termos créditos de carbono para gastar ou negociar, dentro de uma visão simplista de economia verde, pois o princípio de poluidor-pagador e de compensação ambiental, são medidas mitigadoras que acabam por deseducar os consumidores e às indústrias, pois criaram uma noção que posso consumir sem limites, pois alguém está deixando de se desenvolever, deixando de crescer, deixando de usufruir e viver com qualidade por mim...por minha empresa, por meus atos e por minha irresponsabilidade! É isso que ninguém quer discutir, pois revelará o pior do sistema econômico atual, que é o egoísmo com nome de liberdade!

Por isso, comece em sua casa a pensar diferente, viabilize a reciclagem de seu lixo, eduque seus filhos com limites, evite o consumismo, reduza a escolha de embalagens descartáveis, avalie se precisa mesmo ter carro próprio, você pode alugar um, alugar a vaga de sua garagem, usar metrô, taxi, carona ou, se tiver que ter um, escolha o menos nocivo ao seu ambiente, seja solidário e responsável, escolha um flex, opte pela melhoria dos transportes públicos você sairá ganhando também, poupe os bens naturais, não desperdice, nem deixe as pessoas desperdiçarem nada, troque lâmpadas e equipamentos domésticos pelos mais eficientes e econômicos quanto ao consumo de energia, os mais duráveis e com logística reversa de resíduos, escolha eletrodomésticos de baixo consumo de energia, não compre brinquedos pirata, sem garantia de saúde e segurança, com pilhas mesmo que alcalinas, muitas vezes são produzidos por crianças escravizadas e exploradas!!! Tudo isso parece bobagem, mas é o mundo que é calado, passa como se tivese que existir e pronto, incomoda comentar e pensar nisso, mas passa por nós consumí-los e fazer parte desta cadeia produtiva insustentável e danosa aos próximos anos que virão! Tudo tem um preço, inclusive nosso egoísmo e cegueira!  Vamos ficar atentos às alternativas e escolhas de fontes energéticas que surgirão! Boas energias à todos! Renovando ares e pensares!